O e-vai.net atingiu um nível de centenas de visitas diárias e artigos intensamente lidos, alguns com mais de 20 mil leituras.
Novos tempos exigem novas atitudes e modos de pensar e agir numa dinâmica de comunidade voluntária, um contributo para a causa comum da arte e cultura como património público.
Há um ano, Serralves lançava um apelo: “Às Artes, Cidadãos!” Tratava-se de uma exposição comissariada por João Fernandes e por Óscar Faria, onde se procurou recriar o espaço de debate entre artista e espectador, desenvolvendo o sentido de participação cívica.
Hoje, o evai.info dá início a um novo “figurino” de debate e participação crítica, onde se poderão repensar as intersecções da arte com a política, onde cada artista poderá relacionar o seu pensamento e visão do mundo com o observador e vice-versa. Esse será o papel do evai.info/forum , o fórum do evai.
‘Art Happens - the creative imagination, the state of emergency, and moments of emergent formation
Art … does not produce concepts, though it does address problems and provocations. It produces sensations, affects, intensities as its mode of addressing problems, which sometimes align with … concepts …’ (Grosz, E. Chaos, Territory, Art: Deleuze and the framing of the earth, New York, Columbia University Press, 2008, p. 1)
Elizabeth Grosz, drawing on the work of Gilles Deleuze and Luce Irigaray, links art to intensity: a feeling of heightened (somatic) experience through sense impressions - in contrast to conventional histories of art in which art represents evolving structures of value and the concepts which inform and are re-informed by such structures.
By João Fernandes e Sandra Guimarães,
on 22-02-2008 16:38
Apresentação de Alvess
"Manuel Alvess é talvez o mais secreto artista português". A residir em Paris desde os anos 60, Alvess faz performances ou produz objectos de medida não funcional, no qual o seu trabalho critico implica "uma operação, mesmo que ela se limite, por vezes, ao gesto de abertura da caixa que os apresenta. Eles funcionarão dentro de um sistema cuja lógica entrará em contradição com outros sistemas que pretendam categorizar a realidade." O Museu de Arte Contemporânea de Serralves propõe a primeira apresentação ontológica (de 22 de Fevereiro a 20 de Abril) da obra de Alvess.
Um texto de João Fernandes (Director do Museu de Serralves), e de Sandra Guimarães, a apresentar a natureza de Alvess e o seu objecto de arte acompanha a Exposição.
O enquadramento da obra pictórica de Michaël Borremans no contexto da História da Arte é efectuado por Delfim Sardo no texto que a seguir publicamos. Borremans expõe actualmente no CAV em Coimbra.
A Arte cria e trabalha linguagens. Amplia e transfere sentidos. Diminui, anula ou valoriza o que deixou de existir. Ilude, sempre ou quase. E sugere sem chegar a mostrar.
Júlio Pomar é um dos artistas portugueses mais prestigiados, com uma obra extremamente diversificada, desenvolvida ao longo de mais de 50 anos de trabalho. Esta diversidade é, no entanto, comumente pouco conhecida, nomeadamente a que respeita ao período que o Museu de Arte Contemporânea de Serralves se propõe agora desvelar. “Cadeia da Relação” (22 de Fevereiro a 20 de Abril em Serralves) é uma exposição focada na evidência dos materiais e nas suas relações estruturantes da composição do quadro ou do objecto. A exposição parte do período do trabalho do artista situado nas décadas de 60 e de 70, quando o artista começa a experimentar a colagem e a “assemblage”, ou realiza quadros que resultam de um confronto entre a tela crua e a cor .
João Fernandes, director do Museu, faz uma profunda análise do percurso agora exposto, no artigo que acompanha o catálogo e que aqui publicamos.
Manipulação de luz: o “vitral” contemporâneo (copy/paste)
"Toda a luz, seja dos lasers, das estrelas, do sol, ou das lâmpadas convencionais, é radiação electromagnética. Pode apresentar diferentes cores, ou comprimentos de onda, visíveis ou não ao olho humano. Muitos lasers funcionam fora da zona visível, nos infra-vermelho, nos ultravioleta e até nos raios X. Apesar de estar fora do alcance da nossa visão, a luz nessas zonas apresenta propriedades equivalentes à luz visível e, com aparelhos apropriados, pode ser detectada e utilizada para obter mais informação sobre o que nos rodeia.” (João Mendanha Dias e Luís Oliveira e Silva em “Á luz de Einstein 1905 a 2005”)
By Risoleta da Conceição Pinto Pedro,
on 07-06-2008 20:38
O que é um pato? | Perplexidades
Para além de um Museu Municipal de Arte Contemporânea, Tomar tem uma galeria de exposições no edifício dos paços do Concelho, na Praça da República, em cujo centro um dos mais eminentes mestres Templários, Gualdim Pais, se ergue, virado para a belíssima Igreja de S. João.
Janelas de paisagens | Entrevista com Rui Algarvio
Em “Holz Boulevard”, exposição patente até dia 25 de Outubro na galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea, em Lisboa –, Rui Algarvio procura novas veredas no seu percurso de anulação da figuração, que se traduz na descoberta da paisagem.
Sobre a mostra de Cláudia Conduto, “moradia 361”, patente na Galeria de Exposições Temporárias do Governo Civil de Lisboa até 28 de Dezembro, publica-se o texto do arquitecto José Manuel Fernandes.
O gosto pela geometria | entrevista com Inez Wijnhorst
A exposição de Inez Wijnhorst “Under my skin” foi o ponto de partida para uma longa entrevista. A artista falou sobre a sua obra, seus métodos de trabalho e os questionamentos que se faz enquanto tal, aliás e também influenciados pelos processos que utiliza