Marta Jecu é a autora do presente artigo sobre Alexandru Poteca (1976), um artista romeno que desenvolve a sua obra intervindo sobre objectos de uso diário dos períodos comunista e pós-comunista. A autora do texto (em inglês) está a concluir o doutoramento em Berlim, na Freie Universität, e vive em Lisboa, onde faz investigação sobre alguns artistas portugueses contemporâneos.
A exposição de Susanne Themlitz no espaço da Ermida recuperou na minha memória uma série de obras da autora realizadas em 1997. As Portable Landscapes (Paisagens Transportáveis) são compostas por caixas que contêm paisagens moldadas a gesso e desenhos emoldurados onde podemos reconhecer, em dois planos da produção da artista, a importância do espaço e da significação da palavra.
“Uma voz que fala sobre um filme: é esta a essência do belíssimo texto de Marguerite Duras, L’Homme Atlantique, que está no coração deste trabalho de Conceição Abreu” - Luísa Soares de Oliveira, em texto que a seguir publicamos sobre a exposição na Sala do Veado. Conceição Abreu expõe “Absence” na Sala do Veado do Museu Nacional de História Natural, em Lisboa, de 7 a 31 de Janeiro.
Luís Palma apresenta no dia 29 de Janeiro na Caroline Pagès Gallery, Lisboa, “Ocupação”. Uma mostra de fotografias delineada a partir da recolha de imagens fotográficas no Parque Natural da Ria Formosa, Algarve. Patente até dia 13 de Março. Sobre esta exposição publicamos o texto da autoria de Rita Santos.
A exposção “Anos 70. Atravessar fronteiras", patente no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian até 3 de Janeiro, é comissariada por Raquel Henriques da Silva, autora do texto de "Apresentação" que hoje publicamos.
O final dos anos 60 corresponde ao início de um período de grandes promessas de mudança nos campos político, cultural e artístico, no qual se viriam a destacar algumas alterações nos bastidores das artes plásticas com consequente transformação no domínio do mercado de arte, o que veio a definir todo o período marcelista, formando uma conjuntura peculiar na história portuguesa.
Isabel Baraona expõe “folhas, páginas e outros desenhos” na galeria da Associação Artadentro, em Faro, de 18 de Janeiro a 6 de Fevereiro de 2010. A artista apresenta um vídeo e desenhos originais, destinados a publicação, integrando a série “os Livros de cores”. Vasco Vidigal escreve sobre a artista.
Pensar a obra é um acto que para a maioria é uma incógnita. O desvendar dos processos permite a quem vê um interesse maior pelo suporte de leitura de que passa a dispor. João Pedro Vale pensa os seus trabalhos numa relação íntima com o público, recorrendo a elementos do imaginário colectivo na construção de uma obra que só se completa com as múltiplas leituras dos observadores. Do público, no entanto, apenas lhe interessa esta interacção e não enquanto massa crítica.
“All the imperfect things” é o título da exposição de Pedro Constantino (1972) na Galeria Serpente, no Porto, até 22 de Dezembro, uma mostra de um artista que, após uma longa paragem, regressa à actividade expositiva. Mário Bruno Pastor escreve sobre o trabalho de Pedro Constantino.
La presentación del trabajo de diferentes artistas en un mismo espacio es el resultado, por lo general, de la definición previa de un concepto que cada obra viene, por así decirlo, a desarrollar. Esta norma no se aleja mucho, en términos de procedimiento, de la actividad premoderna de la ilustración, en que la imagen se subordinaba a la palabra. Como es evidente se trata siempre, en este tipo de colectivas, de una palabra pensada y escrita, pero que determina obligatoriamente la presencia y la exclusión de obras.
Para Nuno Vicente, a obra começa e acaba com o público presente, como um acto de patilha. Aspira a poética e a intemporalidade, e considera só poder atingi-la com temas universais, que a arte sempre abordou.
Sónia Almeida vive a pintura pela pintura, que desenvolve a partir de uma recolha feita através de apontamentos gráficos. São “coisas muito visuais” centradas na forma como olha e que explica nesta entrevista.
“Genius Loci”, o espírito do lugar da própria galeria que apresenta a exposição, é o conjunto de oito composições place-specific com que Paulo Lourenço marca passagem pela Galeria Diferença, em Lisboa, até 9 de Janeiro.
“A interpretação dos Sonhos” é uma exposição de Jorge Molder de características pouco correntes: reúne a série inédita que dá o título à mostra a duas outras - “O Pequeno Mundo”, de 2000, e “Não tem que me contar Seja o que For”, 2002-2007 – doadas pelo artista ao Centro de Arte Moderna (Fundação Calouste Gulbenkian).
Luís Nobre é um artista que procura construir “uma narrativa de princípio e fim” em que “joga” com a diversidade de planos, perspectivas, cores, “todo um lado muito caleidoscópico” que conduz o espectador a “uma explosão quase alucinogénia”.
The Musical Box são uma banda de rock canadiana cujo reportório não é original e em que vários músicos usam perucas para se parecerem com outros músicos, mimetizando-lhes os gestos ao mais ínfimo detalhe. E no entanto enchem qualquer pavilhão onde actuem e em que são saudados como sacerdotes de um tempo passado, reverenciados como os legítimos portadores de uma qualquer mensagem imperial.
A Galeria Begoña Malone (Madrid) terá patente até 12 de Dezembro a exposição ”De cabeza en cabeza”, da autoria de José Luis Menéndez. Várias esculturas em aço e em ébano questionam a leveza das formas e a leveza do ”ser”.
Augusto Alves da Silva, um dos mais importantes fotógrafos portugueses da actualidade, apresenta duas grandes exposições no Porto. “Sem Saída - ensaio sobre o optimismo”, patente no Museu de Serralves até 31 de Janeiro, é a exposição que marca a primeira retrospectiva do trabalho do autor e ”5 Dias em Veneza”, uma nova série de fotografias que revela o trabalho mais recente do autor e que pode ser visitada até ao final de Dezembro na Galeria Pedro Oliveira.
O Espaço Fidelidade Mundial Chiado 8 Arte Contemporânea recebe a exposição de Rui Toscano ”The Great Curve”, a terceira do novo ciclo que terminará em 2012. Recorrendo à escultura, vídeo, som e luz o artista explora a temática do Cosmos e a sua possível tradução fenomenológica, nas quatro obras inéditas, em exposição até 31 de Dezembro, em Lisboa.
By Risoleta da Conceição Pinto Pedro,
on 29-09-2009 17:57
Que há de comum entre estes minúsculos pés recortados em metal, e este pano branco pousado sobre uma mesa e cruzado por linha vermelha e azul, com agulhas em fila lateral aguardando as mãos?
Num dos trabalhos, os pés estão presentes em versão Liliputiana, no outro, as mãos, de tão ausentes, estão presentes também. Porque delas é a obra, porque é a elas que as agulhas aguardam.
Sobre projecto "Gato, o novo flâneur" desenvolvido por Raquel Pinto e Filipe Leite e com a colaboração de Ricardo Lobo na implementação - no contexto do Mestrado em Tecnologia e Arte Digital da Universidade do Minho - e apresentado em Braga na Escola de Arquitectura da mesma Universidade, de 3 a 12 de Julho de 2009; publica-se a seguir o texto "Gato o novo flâneur" da autoria de Raquel Pinto.
By Risoleta da Conceição Pinto Pedro,
on 06-09-2009 22:37
Da página electrónica do CAM, destaco:
“Mu. Lua em Chão de Terra Batida" Pedro Morais
“Mu” significa literalmente “nada” – isto, não separação. Pequeno habitat com uma janela e uma entrada que define uma zona recolhida; no chão, um rectângulo de luz branca. Fortes espirros aleatórios sobressaltam e revelam uma presença. O todo é levantado do solo, de forma a que o olhar do observador coincida com outro olhar sentado no chão. Pedro Morais
By Risoleta da Conceição Pinto Pedro,
on 03-09-2009 21:04
O espaço é ocupado pelo espaço, o horizonte é sempre longe ou não existe. É uma pintura de silêncio e despojamento, um subtilíssimo toque de humor, às vezes. Sem o ruído dos risos, quase sem o movimento dos lábios, apenas um imperceptível, quase invisível brilho do sorriso. E luz. Muita luz. Natural ou dos candeeiros. Mas sempre.
Sobre a mostra colectiva “Paisagens Oblíquas”, a decorrer até 27 de Setembro em Faro no Museu Municipal e na Galeria Arco, e realizada com obras da colecção do Museu Berardo, publica-se o texto da autoria do seu comissário, para quem "estas obras traduzem o valor da luz, da matéria, do tempo ou do espaço das paisagens".
By Risoleta da Conceição Pinto Pedro,
on 24-08-2009 13:06
“- Para onde vais? - Vou para a festa!!! - De onde vens? - Venho da festa…”
A minha mãe costumava brincar comigo recitando expressivamente este diálogo, quando me via chegar cansada de uma festa, um passeio, um divertimento qualquer, o último “Venho da festa…” era dito em tom de desalento a contrastar com o entusiasmo do primeiro.
Esta instalação a que me refiro hoje já acabou, acabou a festa e está a acabar aos poucos o bairro onde o evento teve lugar.
João Fitas expõe “Retratado” Galeria Pedro Serrenho – Arte Contemporânea, em Lisboa, de 12 de Setembro a 24 de Outubro. Sobre a mostra de pintura publica-se a seguir o texto “Pintura e eficácia” de Catarina Braga Simão.
“Black Mountain” de Paulo Brighenti estará patente ao público no arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Stº António, até 30 de Setembro. A exposição insere-se no projecto VRSA.XXI, que pretende levar a Vila Real de Stº António iniciativas de Arte Contemporânea, colaboração da Câmara Municipal de Vila Real de Stº António e da Artadentro, que tem o comissariado da exposição. Sobre a mostra publica-se o texto do comissário Vasco Vidigal.
By Sara Maia, Isabel Pereira e Marta Ramos,
on 10-08-2009 21:51
“Novos ao Oitavo Mês”, exposição colectiva patente na Galeria Pedro Serrenho, em Lisboa, estará patente ao público até ao próximo dia 5 de Setembro e reúne trabalhos de Sara Maia, Isabel Pereira e Marta Ramos. Sobre a mostra publicam-se pequenos textos de apresentação das obras da autoria das artistas.
A Bienal de Cerveira retorna num ano de crise, sem receios e uma necessária atitude de confronto e empenho, com o sugestivo lema: “A Cultura do Poder ou o Poder da Cultura”. Integrando-se em seis concelhos minhotos (Vila Nova de Cerveira, Caminha, Valença, Monção, Melgaço e Paredes de Coura) e ainda em Tui (Espanha). Actividade mantida entre 25 de Julho e 27 de Setembro. Um evento ao qual é necessário comparecer, um marco verdadeiramente importante na cultura portuguesa e na reflexão sobre esta e seu futuro.
By Augusto Canedo e Henrique Silva,
on 05-08-2009 23:47
A Bienal de Cerveira está a decorrer em seis concelhos minhotos (Vila Nova de Cerveira, Caminha, Valença, Monção, Melgaço e Paredes de Coura) e ainda em Tui (Espanha), com obras de 264 artistas oriundos de 32 países. Augusto Canedo (AC), director da presente edição, manteve um diálogo com Henrique Silva (HS), anterior director e autor do mote dete ano: “A Cultura do Poder ou o Poder da Cultura”.