“Reflexos da Realidade”, site specific de Manolo Paz no Espaço Oficina da Galeria Fernando Santos no Porto, estará patente ao público de 8 de Novembro a 23 de Dezembro. Sobre a instalação publica-se o texto deste escultor galego.
Duas posturas, ou vias, se apresentam ao ser humano que procura aperfeiçoar-se: a emotiva e a racional, ou a do coração e a da cabeça. Antes de se atingir o objectivo, ambas terão de confluir. Na arte contemporânea e nas obras que se produziram durante o século passado, estes caminhos manifestaram-se em desenvolvimentos intuitivos. Em diálogo permanente com a matéria, reconfigurando a poética – os denominados artistas expressionistas; e os conceptualistas, em confronto, a desenvolverem pesquisas e raciocínios dedutivos, questionando e expandindo conceitos estabelecidos. Estas e outras oposições permanecem, pois os seus partidários, numa posição inflexível, cristalizaram as formas de expressão e castraram posteriores desenvolvimentos da Arte. A aproximação e a síntese destes grupos, antagónicos mas complementares, conduzirá por certo, à resolução e ao tão desejado aparecimento de novas estruturas na representação.
Sobre “s/he is her/e” de Ana Jotta patente no Espaço Fidelidade Mundial Chiado 8 Arte Contemporânea até 14 de Novembro publica-se o texto - ainda com carácter provisório - para catálogo do comissário da exposição Ricardo Nicolau.
Nuno Sousa Vieira vai realizar uma apresentação única do seu projecto “Redesenhar” no próximo dia 13 de Novembro no Empty Cube, em Lisboa, pelas 21h30. Sobre o evento publica-se o texto “Procedimentos” de João Silvério.
“É preciso que a vida inspire confiança” um filme de Cíntia Gil e Maria Joana realizado a partir da obra de Gonçalo Barreiros estará em exibição a partir de dia 28 de Outubro das 18h às 20h com a presença das realizadoras e do artista na Vera Cortês Agência de Arte, em Lisboa. As sessões iniciam-se a cada 30 min. O filme continuará em exibição até ao dia 31 de Outubro, o último dia da exposição de Gonçalo Barreiros. Sobre o filme publica-se um texto das realizadoras.
“Naufragis II” é o título da segunda exposição individual do artista catalão Jordi W. Saladrigas (Barcelona 1958), na Galeria Sicart em Barcelona (Vilafranca del Penedès). Sobre a mostra que se encontra patente ao público até 5 de Dezembro, publica-se o texto de Juan Bufill.
A elipse estende-se por dentro do infinito, não tem fim, nunca acaba. A sua forma visível – o cilindro – é apenas aparente e sintoma de uma percepção centrada no exterior, a constranger-nos o olhar. A Ideia e o Universo representado não são independentes, mas quem observa e quem concebe? E o que se pressente e o que se caracteriza? Qual a extensão do corpo e a das partes? Como se relacionam? Que acções, ameaças e desafios se topam no caminho inevitável para o despertar?
David de Almeida tem quase quarenta anos de pintura e gravura. Hoje, por necessidade de expressão, evoluiu para a escultura. As suas obras de sempre projectam texturas fortes, revelando um corpo táctil intenso, que agora se transfiguram em esculturas minimais de superfícies lisas. Este é o seu grande salto, mostrado na Galeria Valbom, em Lisboa, até ao dia 29 de Novembro. “A escultura já tem o volume que me enche a mão” - disse.
Sobre a mostra de Miguel Soares “Vídeos e Animações 3D 199-2005”, patente nas galerias 1 e 2 da Culturgest até 4 de Janeiro de 2009 publica-se a seguir o texto Miguel Miguel Wandschneider fez para o jornal da exposição.
Sobre a exposição colectiva de jovens artistas andaluzes, “Estilo Segunda Modernización. 2nd Modstyle”, que decorre no Centro Andaluz de Arte Contemporáneo em Sevilha (Espanha), até 8 de Fevereiro de 2009 publica-se o texto “Sure know something” do comissário da mostra David López-Panea.
A propósito da mostra de Mahi Binebine na Galeria «L'Atelier 21» em Casablanca (Marrocos), de 21 de Outubro a 10 de Novembro, publicam-se alguns apontamentos sobre o seu universo pessoal.
Sobre a mostra de Cláudia Conduto, “moradia 361”, patente na Galeria de Exposições Temporárias do Governo Civil de Lisboa até 28 de Dezembro, publica-se o texto do arquitecto José Manuel Fernandes.
Cláudia Conduto expõe “moradia 361” até 28 de Dezembro na Galeria de Exposições Temporárias do Governo Civil de Lisboa. A obra é um “work in progress” que a artista realiza no âmbito da iniciativa Territórios de Transição. Sobre a mostra publica-se um texto de Cláudia Conduto e um outro do arquitecto José Manuel Fernandes .
“A Triple Act” apresenta pela primeira vez em Portugal os trabalhos de Lori Hersberger, Francisco da Mata e Gerold Miller. Sobre a mostra, patente na Caroline Pagès Gallery de 13 Novembro a 3 Janeiro de 2009, publica-se o texto de Rita Santos.
O recurso ao exagero na expressão artística contemporânea vulgarizou-se. Acompanhou a inflação do número de “obras” e a valorização exterior de egos desmesurados. Quando o artista recorre à hipérbole e esquece o uso simultâneo da metáfora conseguirá chamar a atenção sobre si e o seu trabalho. Quanto ao resto…
O Museu de Serralves, no Porto, recebe uma grande exposição do escultor espanhol Juan Muñoz, que se inaugura no dia 31 de Outubro e se manterá patente até 24 de Fevereiro de 2009.
Cristina Ataíde está a desenvolver uma nova vertente no seu trabalho, integrando o espectador. Não há obra sem a sua participação.
As exposições programadas para Almancil, no Centro Cultural São Lourenço, que inaugura no dia 11, e Coimbra, na Quinta das Lágrimas, dia 18, reflectem esta sua nova preocupação: incorporar o outro no trabalho.
Cristina Ataíde participa no Laboratório Afectos na Quinta das Lágrimas em Coimbra com o seu projecto “Desejo”. A mostra colectiva decorre de 18 de Outubro a 14 de Janeiro de 2009. Para possibilitar uma maior compreensão acerca da intervenção da artista publicam-se a seguir alguns elementos da sua memória descritiva e a sua lista de desejos.
Em “Holz Boulevard”, exposição patente até dia 25 de Outubro na galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea, em Lisboa –, Rui Algarvio procura novas veredas no seu percurso de anulação da figuração, que se traduz na descoberta da paisagem.
Sobre a mostra “Office/Commercial” de Alexandra do Carmo patente até 25 de Outubro na galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea publica-se um texto da artista.
A exposição “Office/Commercial” de Alexandra do Carmo está patente até 25 de Outubro na galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea, em Lisboa. Sobre a mostra publica-se o texto “Alexandra do Carmo: O olhar do macaco” de Jonathan Goodman.
By Cristina Ataide e Fátima Lambert,
on 10-10-2008 20:54
Cristina Ataíde expõe “Inward” no Centro Cultural São Lourenço em Almancil, de 11 de Outubro a 11 de Dezembro. A mostra distribuída por cinco salas exibe séries diferentes, entre elas “Cleaning the Earth” sobre a qual se publica uma anotação da artista. O texto que Fátima Lambert escreveu para a exposição segue-se-lhe.
Rui Algarvio expõe “Holz Boulevard” até 27 de Outubro na Zoom-Carlos Carvalho Arte Contemporânea em Lisboa. Sobre a mostra publica-se um texto do artista.
A vontade de saber conduz à pesquisa e à interpretação. A interpretação conduz à recriação e, quando nada mais se acrescenta, à cópia. Há, apesar disso, os que aprendem ou apreendem e dão algo de si à Obra, que reinterpretam ou revivificam. Contudo, só os Compositores alcançam as alterações profundas de linguagem e a Criação.
Pedro Falcão expõe de 7 de Outubro a 8 de Novembro “140 Campos” na Appleton Square em Lisboa. Sobre o trabalho do artista publica-se a seguir um texto de Delfim Sardo.
A actividade artística é das que mais contribui para a poluição ambiental. Porém, a Arte, ao libertar o ser humano das grilhetas que o aprisionam, possibilita o despertar da consciência ecológica.
Destinada a populações vulneráveis, como portadores de deficiência, grávidas, crianças e idosos, a série de apoios a Banhos de Mar e de Rio são da autoria de Carlos Mourão Pereira, que perdeu a visão há 2 anos. Após sentir necessidade de infra-estruturas que permitissem tomar banhos de mar e de rio a invisuais, o arquitecto desenvolveu um projecto para a praia de Paimogo, na Lourinhã, que se tornou o embrião de outros três projectos de características semelhantes na Suiça, Itália e Eslovénia.
“Your time my space, film space time, your space my time” é o título da exposição de Graham Gussin, patente de 27 de Setembro a 16 de Novembro na Solar Galeria em Vila do Conde. Sobre a mostra publica-se o texto do comissário Miguel von Hafe Pérez.
A Arte cria e trabalha linguagens. Amplia e transfere sentidos. Diminui, anula ou valoriza o que deixou de existir. Ilude, sempre ou quase. E sugere sem chegar a mostrar.