"No connection" é o título da exposição que decorre na Sala do Veado, no Museu de História Natural, em Lisboa, até ao próximo dia 31, com obras de Vasco Araújo, Paulo Romão Brás, António Júlio Duarte, Duarte Amaral Netto, Sandro Resende e Xana.
A propósito da exposição, publicamos o artigo da comissária da exposição, Isabel Vaz Lopes.
By Risoleta da Conceição Pinto Pedro,
on 03-07-2008 21:07
Ou de como uma pintura (se) transforma (n)o nosso olhar diálogo roubado a uma exposição MOMENTOS, Laura Galvão
Uma pintura. Dois rostos. Uma alma. Três olhares. Luz e sombra. Da terra ao céu e da direita para a esquerda ou como nos sonhos, onde o olhar se projecta em espelho. Às vezes, o espelho não enfrenta o espelho, mergulha em algodão de nuvem e tinta e flutua na imaginação do terceiro olhar de quem vê.
A escravatura, entendida como a sujeição de um ser humano à vontade de outro, continua tão actual e generalizada no presente como o foi no passado. A arte e o artista não escapam a este fenómeno, que se expande e mina a quase totalidade das relações sociais.
Hugo Canoilas e Pedro Cabrita Reis participam na exposição “Second Nature” no Parc Heintz, no Luxemburgo, até 17 de Outubro. A mostra integra obras de 25 artistas internacionais e pretende ser uma reflexão sobre até que ponto pode a “segunda natureza” humana ser fundamentalmente diferente da sua “primeira e primordial natureza”.
Publicamos na íntegra o texto assinado por Sabine Dorscheid, comissária da mostra.
O gosto pela geometria | entrevista com Inez Wijnhorst
A exposição de Inez Wijnhorst “Under my skin” foi o ponto de partida para uma longa entrevista. A artista falou sobre a sua obra, seus métodos de trabalho e os questionamentos que se faz enquanto tal, aliás e também influenciados pelos processos que utiliza
"Under my skin” é o título da exposição de Inez Wijnhorst patente ao público até 28 de Junho, na Galeria Monumental, em Lisboa. Nos trabalhos presentes na mostra, a superfície da pintura é o espaço onde a realidade interior encontra a exterior, numa estrutura geométrica que “reordena” um caos feito, apenas, de aparência.
A Galeria Sala Maior, no Porto, tem patente a exposição “Arquitectura/Natura”, que coloca em diálogo obras da artista espanhola Maria Luisa de Mendoza com as do italiano Maurizio Lanzillotta. Sobre a mostra que decorre até 31 de Julho publica-se a seguir o texto de catálogo de Javier Rubio Nomblot.
By e-vai/Galeria Filomena Soares,
on 19-06-2008 20:03
A exposição individual “New Paintings” do artista alemão Günther Förg estará patente ao público até 20 de Setembro de 2008 na Galeria Filomena Soares em Lisboa. Na mostra exibem-se 16 dos mais recentes trabalhos do artista.
“Square disorder” é uma intervenção de Susana Mendes Silva, patente ao público no espaço da Appleton Square, em Lisboa, até 13 de Junho. O trabalho da artista, efémero e praticamente invisível a um primeiro olhar, questiona o espaço expositivo e, por extensão, o de representação.
By Risoleta da Conceição Pinto Pedro,
on 07-06-2008 20:38
O que é um pato? | Perplexidades
Para além de um Museu Municipal de Arte Contemporânea, Tomar tem uma galeria de exposições no edifício dos paços do Concelho, na Praça da República, em cujo centro um dos mais eminentes mestres Templários, Gualdim Pais, se ergue, virado para a belíssima Igreja de S. João.
Pedro Tudela expõe no Mad Woman in the Attic, Porto, "Up Side Down", uma instalação sonora que pode ser vista, por marcação prévia, pelo número 917910031, até 29 de Junho. Publicamos um texto que o próprio Pedro Tudela escreveu a proposíto da sua instalação.
“Picasso: La Multiplicidad del Vértice” está a decorrer na Fundação António Prates, em Ponte de Sôr, até ao dia 31 de Julho, em simultâneo com a mostra “Arte Contemporânea Espanhola” nas colecções da Fundação e de António Prates.
Em qualquer história, a escolha dos nomes das personagens representa um condicionamento à sua acção, na medida em ques as reveste de uma dada “persona”. A Identidade fica, assim, oculta. Quem souber ler o que se esconde e revela num nome, encontrará pistas evidentes. Em "Vertigo", de Hitchcock, os nomes das personagens – referências a histórias e mitos que condensam conhecimentos iniciáticos – constituem um factor determinante na estrutura da narrativa do filme.
Até ao próximo dia 8 de Junho “Peephole” de Pedro Saraiva encontra-se patente na Voyeur Project View em Lisboa. Sobre o trabalho desenvolvido pelo artista publica-se o texto do press release da autoria de Delfim Sardo.
By Risoleta da Conceição Pinto Pedro,
on 26-05-2008 12:12
No museu havia (e há, e há, felizmente…) um director, uma conservadora, um espaço. Não havia dinheiro, vai sendo o costume por todo o lado (contudo, para algum lado ele irá, que eu saiba, a terra não está rota…), infelizmente. Havia entusiasmo e amor por uma ideia. Fora do museu havia um coleccionador, umas pessoas que tinham dedicado a sua vida a estudar um determinado assunto, sendo, uma delas, uma das vozes mundiais ouvidas com atenção sempre que é preciso fazer-se ouvir uma voz. Houve também uma jovem designer. Provavelmente estou a omitir alguns protagonistas, algumas personagens, não sou uma contadora exemplar.
“But I Fly” é o título da exposição de Lygia Pape, patente na Galeria Graça Brandão, em Lisboa, até 31 de Julho. Na mostra exibem-se, para além do último vídeo da artista e algumas obras da série “Tteias”, gravuras e objectos escultóricos bi e tridimensionais – trabalhos onde a “frágil” solidez que estrutura o Mundo e a Vida se torna visível.
Comemora-se hoje, dia 18 de Maio, no mundo real, e também no universo virtual, o Dia Internacional dos Museus. Este ano, a temática celebrativa é Os Museus como Agentes de Mudança e Desenvolvimento social, e vem demonstrar o papel dinâmico dos museus no crescimento e desenvolvimento sustentável.
Na Carlos Carvalho Arte Contemporânea, em Lisboa, até 14 de Junho, Cristina Ataíde expõe “Manual de Instruções”, um conjunto de pequenas esculturas de montanhas, em bronze. E um, só um, desenho. Nas obras, a artista aborda questões como a efemeridade existencial, a suspensão e o vazio. Recupera, assim, a partir das suas experiências no Oriente, alguns temas que a materialidade tecnológica Ocidental procura continuar a ignorar. Há, igualmente, a procura de maior envolvimento do observador/coleccionador na experiência da obra.
Ana Telhado olha o infinito através das suas fotografias. Ao assimilar a realidade do local aonde se desloca, adquire o poder de reorganizar os seus elementos. A imagem dotada de sugestão possibilita a descoberta do Outro, por participação – é o meio pelo qual se efectua a passagem e se opera o reencontro. Na presente exposição “Cartografias: Paragens”, patente a partir de 10 de Maio no Módulo (até 5 de Junho), em Lisboa, Telhado reordena a realidade da Guiné-Bissau.
O projecto do Centro de Estudos e Museu do Surrealismo (CEMS) , a erigir em Vila Nova de Famalicão em 2009, irá criar um equipamento cultural único no país destinado a albergar mais de 1900 obras do surrealismo, incluindo todo o espólio de Mário Cesariny, e a promover o estudo e divulgação do surrealismo.
João Penalva expõe T.D. (Transmissão Directa do Relógio da Igreja Matriz de Vila do Conde), na Solar – Galeria de Arte Cinemática em Vila do Conde, de 10 de Maio a 22 de Junho. Publica-se a seguir um texto de João Penalva sobre este seu trabalho.
Os espaços percorridos pelas personagens de “Vertigo”, além de apresentarem as características ficcionais próprias da narrativa, mostram curiosas associações à simbologia tradicional. Essencial, no filme, é o sonho lúcido de Scottie, que surge ao espectador menos atento como um pesadelo quando representa um momento da passagem iniciática.
Habacuc tornou-se um marco. Em Agosto de 2007 recolheu um cão doente e faminto e expô-lo na Galeria Códice, em Manágua, capital da Nicarágua. Poucos meses depois o caso era conhecido em todo o mundo, agravado pelo facto de se afirmar que o animal tinha morrido de fome e de sede durante a mostra. Agora, a indignação tornou-se quase universal, após o convite ao artista de participação na Bienal Centro-Americana (Bienarte) que decorrerá este ano nas Honduras a partir de 16 de Novembro. A indignação é, no entanto, a obra do artista.
“Boarding Gate” passa actualmente nas salas portuguesas. Este filme de baixo orçamento associa Oriente e Ocidente, assassínio e sexo. Conta com as participações de Michael Madsen e Asia Argento. Sobre o filme transcrevem-se alguns comentários do seu realizador, Olivier Assayas.
The art community has the resonance of evoking global issues, reinforcing the reflection of ethnical questions, where social concerns are increasingly more made evident through art works, rather than on social reason. The exhibition Murder Letters shows artworks from eleven prominent young artists and just as in different letters, what is displayed here are fragmented views of a city. In this particular case the setting from which they write about is New York City.
Até ao advento da modernidade, a Arte preocupou-se externamente em adequar forma e conteúdo, através do desenvolvimento, entre outras, das técnicas de representação, composição e iluminação. Preocupações técnicas que, em algumas épocas, tornam confusa a distinção entre a actividade artística e a prática do artesanato sem, contudo, se anularem. Hoje, as metodologias empregues pelos artistas assemelham-se quer à prática industrial quer à actividade política. Assim, a obra de Arte encontra-se ameaçada, pela ausência de poética ou de concretização.
“Caminhos de Descoberta. Camões Revisitado a Partir do Mediterrâneo” é o nome da instalação de Lourdes Fisa, a decorrer de 23 a 29 de Abril, no Reservatório Patriarcal do Museu da Água em Lisboa. Transcreve-se a seguir um texto de Glòria Bosch sobre o trabalho desta artista.