Conceição Abreu repete-se para se reencontrar. O corpo da sua obra vive-lhe fundo e dentro. Revela-se à superfície em gestos que executa repetidamente. Um rito só seu, de que resultam desenhos e esculturas. E o visível laça e lança novos questionamentos, a procurar resolver no futuro.
“Trava-línguas” é uma exposição colectiva a decorrer até 31 de Julho na Vera Cortês-Agência de Arte, em Lisboa. A mostra que conta com os artistas Detanico & Lain , Alexander Gutke, Paul Harrison & John Wood, Ricardo Jacinto, Gyan Panchal, Diogo Pimentão e Mariana Saturnino, é comissariada por Joana Neves. Publica-se a seguir o texto da comissária.
A exposição de uma obra fotográfica numa barbearia de província ganha um sentido político, pelo carácter de fórum que estes estabelecimentos têm desempenhado até aos nossos dias. Luís Pinheiro patenteia uma obra relacionada com escravatura numa barbearia de Salvaterra de Magos - o Cabeleiro de Homens Custódio Gomes - de 21 de Julho a 6 de Setembro. A seguir publicamos o texto de Nicolau Coelho sobre a obra, em distribuição pelos candidatos ao corte de cabelo.
Susana Anágua expõe o projecto “Desnorte” na sala de exposições temporárias do CAM da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, até 26 de Outubro. Sobre a mostra publica-se a seguir o texto da comissária Leonor Nazaré.
Samuel Rama recorre a diversas soluções para a criação de metáforas de transformação do tempo em espaço. Isso constata-se na sua mostra “Magma”, na Galeria 111 do Porto até ao final do mês, e na colectiva que inaugura no Museo de Arte Contemporaneo Union Fenosa, em A Coruña, no próximo dia 23.
A “Varina” de Joana Vasconcelos é hoje suspensa no tabuleiro superior da Ponte D. Luís, no Porto, onde ficará instalada até ao final de Julho. Publicamos na íntegra duas breves reflexões de Lúcio Moura sobre esta obra e a “Carmen Miranda” , que integra a colectiva intitulada “Shaping a Space II”, que também hoje se inaugura na Galeria Mário Sequeira, em Braga, e ficará patente até 15 de Outubro.
“Carmen Miranda”, de Joana Vasconcelos, é o mote do artigo de Lúcio Moura, que publicamos na íntegra.
A obra é exposta a partir de hoje na Galeria Mário Sequeira, em Braga, integrada na colectiva “Shaping a Space II”, em que também participam Aaron Young, Atelier Van Lieshout, Banks Violette, Eugenio Ampudia, Gary Webb, Gavin Turk, Jaume Plensa, Joana Vasconcelos, Julian Opie, Thomas Helbig, Victoria Civera e Liam Gillick, até 15 de Outubro.
Se por um lado o Bar Fractal é extremamente simples quanto ao programa funcional - é composto de uma bar/cafetaria, com uma sala de serviço ao público, uma esplanada exterior, copa e sanitários - as suas regras de composição são extremamente complexas. Localizado em Vila do Conde e inserido no Programa Pólis, o projecto irá ser implantado numa avenida costeira da cidade, que é rematada por uma fortaleza do século XVI.
Chegou a vez de Gehry. Depois de Olafur Eliasson e Kjetil Thorsen (2007), Rem Koolhaas (2006) Siza Vieira e Souto Moura (2005), MRVD (2004), Oscar Nyemeier(2003), Toyo Ito (2002), Daniel Liebskind (2001) e Zaha Adid (2000) é a vez do quase octogenário arquitecto projectar em solo inglês aquele que é considerado um dos grandes acontecimentos arquitectónicos mundiais, o Pavilhão de Verão da Galeria Serpentine.
A exposição “Vieira da Silva, Arpad Szenes e o Castelo Surrealista” está patente ao público até 28 de Setembro no Museu da Electricidade, em Lisboa. Sobre a mostra publica-se o texto do comissário João Pinharanda.
By João Pinharanda e Marina Bairrão Ruivo,
on 15-07-2008 23:38
“Correspondências: Vieira da Silva por Mário Cesariny” é o título da exposição patente até 4 de Outubro na Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, em Lisboa. Publicamos a seguir o texto dos comissários da exposição, João Pinharanda e Marina Bairrão Ruivo.
“Le Passeur” de Filipa César é a primeira exposição da nova linha de programação do “Art Centre” que a Elipse Foundation (Alcoitão, Cascais) vai dinamizar através de “Project Rooms”, onde serão apresentados trabalhos recentes ou inéditos de artistas que fazem parte da sua colecção. A obra agora apresentada consta de uma instalação com a projecção simultânea de dois filmes em ambas as faces de um mesmo ecrã.
"Grafias de Cor" é o título da exposição de João Decq, a decorrer na Galeria Fonseca Macedo, em Ponta Delgada, até 13 de Setembro. João Decq apresenta uma série de obras de técnica mista, executadas com tintas serigráficas sobre papel Guarro e Arches, um desdobramento das suas obras anteriores a preto-e-branco, agora resolvidas com cor.
A obra "Abrigos", de Conceição Abreu, patente na estufa circular da Tapada das Necessidades, apresenta uma proposta que intervém sobre a comunhão entre estrutura e simbologia, partindo do conceito de casa.
“Tudo aquilo que faço está fora de mim, é o modo como vejo as coisas.” Quem as vê assim é Sérgio Dias, jovem artista que terminou os seus estudos na Ar.co e mostrou o que vê e como em recente intervenção no “Pôr a par” – Espaço Avenida, em Lisboa. Para ele uma chama “tem o valor de um parafuso ou de um risco de cola, que é preciso”.
A performance apresentada por Sérgio Dias na "Pôr a par" multiplica os espaços de representação da obra e proporciona diferentes momentos de leitura, indo da encenação ao grito de morte.
Esta exposição propõe-se desvendar o trabalho de Willem Oorebeek (Pernis, Holanda, 1953), o universo de obsessões e idiossincrasias que lhe é intrínseco, através de uma selecção de obras produzidas desde 1987. Não tendo qualquer pretensão antológica, e muito menos retrospectiva, a exposição desvincula-se de um critério cronológico, procurando restituir nas suas múltiplas ramificações uma trajectória artística complexa ao longo da qual certas questões e preocupações ressurgem constantemente.
“The hardest thing in art, even before you find your limits, is to find that which pleases yourself. That’s the hardest thing to discover. Most artists never find work which pleases themselves, because they never got out of the student hack, little kid, of trying to do things that please other people. And if you can’t please yourself, you can’t please another person in this world”.
“Too great a visibility is an administrative dead end, and that is not what I am aiming for. This is why I started, very intuitively, believing in the manipulation of things towards a greater invisibility”.
Oorebeek encontra por acaso e traz para casa um pedaço de material impresso. Pode ser um cartaz eleitoral, uma capa de revista tipo poster, uma página de um calendário ou qualquer outra coisa que lhe chame a atenção. O critério de selecção, como ele próprio admite, é em grande medida subjectivo: uma questão de atracção, afeição ou afinidade. Depois, com a prensa litográfica que tem no atelier, imprime cuidadosamente sobre a imagem uma camada de tinta preta, preenchendo o papel de uma ponta à outra. O resultado é aquilo a que ele chama um blackout: uma imagem encontrada hermeticamente ocultada; um monocromo rectangular negro. Nos últimos oito anos, o artista não tem produzido senão blackouts.
“O Homem Anti-Gravitacional”, de Duarte Barrilaro Ruas, vai ser apresentado na Zé Dos Bois, em Lisboa, nos dias 24, 25, 26, 29, 30 e 31 de Julho. Na sequência das residências que o “Negócio” da ZDB tem organizado no âmbito das artes performativas, Duarte Barrilaro Ruas, actor, encenador, produtor, cenógrafo e argumentista, realizou uma residência para criação da sua próxima peça, com a colaboração de Laurent Simões (vídeo e ‘ciber-manipulações’), ‘Mestre’ David Alves Mendes (cenário), Carla Belchior (Figurinos) e Jorge Bragada (caracterização). Barrilaro Ruas escreve sobre“O Homem Anti-Gravitacional”.
Samuel Rama expõe na Galeria 111 do Porto até ao final do mês, e na colectiva que inaugura no Museo de Arte Contemporaneo Union Fenosa, em A Coruña, no próximo dia 23. Neste artigo da sua autoria, ele arrisca uma "tradução possível, falível e sempre incompleta" das suas metáforas de transformação do tempo em espaço.