O Museu de Serralves, no Porto, recebe uma grande exposição do escultor espanhol Juan Muñoz, que se inaugura no dia 31 de Outubro e se manterá patente até 24 de Fevereiro de 2009.
Cristina Ataíde está a desenvolver uma nova vertente no seu trabalho, integrando o espectador. Não há obra sem a sua participação.
As exposições programadas para Almancil, no Centro Cultural São Lourenço, que inaugura no dia 11, e Coimbra, na Quinta das Lágrimas, dia 18, reflectem esta sua nova preocupação: incorporar o outro no trabalho.
Cristina Ataíde participa no Laboratório Afectos na Quinta das Lágrimas em Coimbra com o seu projecto “Desejo”. A mostra colectiva decorre de 18 de Outubro a 14 de Janeiro de 2009. Para possibilitar uma maior compreensão acerca da intervenção da artista publicam-se a seguir alguns elementos da sua memória descritiva e a sua lista de desejos.
Em “Holz Boulevard”, exposição patente até dia 25 de Outubro na galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea, em Lisboa –, Rui Algarvio procura novas veredas no seu percurso de anulação da figuração, que se traduz na descoberta da paisagem.
Sobre a mostra “Office/Commercial” de Alexandra do Carmo patente até 25 de Outubro na galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea publica-se um texto da artista.
A exposição “Office/Commercial” de Alexandra do Carmo está patente até 25 de Outubro na galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea, em Lisboa. Sobre a mostra publica-se o texto “Alexandra do Carmo: O olhar do macaco” de Jonathan Goodman.
By Cristina Ataide e Fátima Lambert,
on 10-10-2008 20:54
Cristina Ataíde expõe “Inward” no Centro Cultural São Lourenço em Almancil, de 11 de Outubro a 11 de Dezembro. A mostra distribuída por cinco salas exibe séries diferentes, entre elas “Cleaning the Earth” sobre a qual se publica uma anotação da artista. O texto que Fátima Lambert escreveu para a exposição segue-se-lhe.
Rui Algarvio expõe “Holz Boulevard” até 27 de Outubro na Zoom-Carlos Carvalho Arte Contemporânea em Lisboa. Sobre a mostra publica-se um texto do artista.
A vontade de saber conduz à pesquisa e à interpretação. A interpretação conduz à recriação e, quando nada mais se acrescenta, à cópia. Há, apesar disso, os que aprendem ou apreendem e dão algo de si à Obra, que reinterpretam ou revivificam. Contudo, só os Compositores alcançam as alterações profundas de linguagem e a Criação.
Pedro Falcão expõe de 7 de Outubro a 8 de Novembro “140 Campos” na Appleton Square em Lisboa. Sobre o trabalho do artista publica-se a seguir um texto de Delfim Sardo.
A actividade artística é das que mais contribui para a poluição ambiental. Porém, a Arte, ao libertar o ser humano das grilhetas que o aprisionam, possibilita o despertar da consciência ecológica.
Destinada a populações vulneráveis, como portadores de deficiência, grávidas, crianças e idosos, a série de apoios a Banhos de Mar e de Rio são da autoria de Carlos Mourão Pereira, que perdeu a visão há 2 anos. Após sentir necessidade de infra-estruturas que permitissem tomar banhos de mar e de rio a invisuais, o arquitecto desenvolveu um projecto para a praia de Paimogo, na Lourinhã, que se tornou o embrião de outros três projectos de características semelhantes na Suiça, Itália e Eslovénia.
“Your time my space, film space time, your space my time” é o título da exposição de Graham Gussin, patente de 27 de Setembro a 16 de Novembro na Solar Galeria em Vila do Conde. Sobre a mostra publica-se o texto do comissário Miguel von Hafe Pérez.
A Arte cria e trabalha linguagens. Amplia e transfere sentidos. Diminui, anula ou valoriza o que deixou de existir. Ilude, sempre ou quase. E sugere sem chegar a mostrar.
“Resistência e Desistência”, exposição de Inês Botelho, estará patente na Galeria Filomena Soares, em Lisboa, de 25 de Setembro a 8 de Novembro. Sobre a mostra publica-se um texto da artista.
Em Brooklyn (Nova Iorque) Alexandra do Carmo visitou e filmou edifícios de manufacturas que estão a ser transformados em ateliers de artistas. Com isso produziu um vídeo onde reflecte as questões de especial interesse para si: a própria prática do artista.
Vive e trabalha entre Lisboa e Nova Iorque e inaugura uma exposição, no próximo dia 17 de Setembro, na Galeria Carlos Carvalho, em Lisboa.
“Louro” de José Almeida Pereira estará patente na Galeria Fernando Santos (Espaço 531), no Porto, até 5 de Novembro. Sobre a exposição de pintura e vídeo publica-se a seguir um texto do artista.
O convite à participação na obra de arte não é novo, contudo assume hoje outros contornos. O observador é mantido na ignorância, quer por o conteúdo ser ausente da obra ou propositadamente rudimentar, quer por haver distracções que impedem a sua compreensão, quer ainda por não lhe serem facultados os meios para nela poder participar. Em qualquer destes casos, a Obra não se realiza.
Para a representação Oficial Portuguesa da 11º Bienal de Arquitectura de Veneza, um dos mais prestigiados certames mundiais de Arquitectura que hoje inaugura, oarquitecto Eduardo Souto Moura e o artista plástico Ângelo de Sousa criaram uma obra que assenta na ideia de arquitectura enquanto linguagem efémera, transitória ou paradoxal.
Uma estética do efémero e Do efémero à filosofia do ornamento”: o virtual cria real são os títulos das intervenções de Christine Buci-Glucksmann no Institut Franco-Portugais, em Lisboa, respectivamente nos dias 16 e 17 de Setembro. Publicamos a seguir a tradução de dois textos da conferencista sobre estes dois temas, tal como fizemos anteriormente com um texto de Malcolm Miles relacionado com a sua conferência e a respectiva versão inglesa (english version ). As conferências estão integradas no ciclo “Efémero. Criação. Acontecimento”.
Há “carne” em demasia na alimentação cultural da moderna sociedade ocidental, onde impera o consumo e o espectáculo, a violência e o sexo. Os instintos de predador substituíram-se em muitos artistas ao humanismo. Os poderosos do sistema, como tubarões famintos, atraem os que lhe estão abaixo para os devorarem e, nas pausas, matam-se uns aos outros obtendo assim refeições mais substanciais.
Sobre a exposição “Pieces” de Rómulo Celdrán patente de 20 de Setembro a 4 de Novembro na Galeria Arthobler no Porto publica-se o texto de Ana Margarida Gonçalves.
"A Arte… não produz conceitos, ainda que proponha problemas e provocações. Mas gera sensações, afectos e intensidades. Esse é o seu modo de propor problemas, que por vezes se alinham com… conceitos…" Grosz, E. Chaos, Territory, Art: Deleuze and the framing of the earth, New York, Columbia University Press, 2008, p. 1
Elizabeth Grosz, recorrendo às reflexões de Gilles Deleuze e de Luce Irigaray, articula a arte à intensidade: uma sensação de experiência de elevação (somática) através de impressões dos sentidos – em contraste com as histórias da arte convencionais nas quais a arte representa estruturas de valor em evolução e os conceitos que informam e são re-informados por tais estruturas.
‘Art … does not produce concepts, though it does address problems and provocations. It produces sensations, affects, intensities as its mode of addressing problems, which sometimes align with … concepts …’ (Grosz, E. Chaos, Territory, Art: Deleuze and the framing of the earth, New York, Columbia University Press, 2008, p. 1)
Elizabeth Grosz, drawing on the work of Gilles Deleuze and Luce Irigaray, links art to intensity: a feeling of heightened (somatic) experience through sense impressions - in contrast to conventional histories of art in which art represents evolving structures of value and the concepts which inform and are re-informed by such structures.
Sobre a Nouvelle Vague do cinema de terror francês publica-se um texto do MOTELx, Festival Internacional de Cinema de Terror, na sua 2ª edição e que decorre entre os dias 3 e 7 de Setembro em Lisboa.
Sobre a homenagem que é prestada ao realizador brasileiro José Mojica Marins no MOTELx, Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, que decorre entre os dias 3 e 7 de Setembro no Cinema S. Jorge em Lisboa, publica-se o texto de Flávia Diab, programadora convidada do evento.
Os meios de controlo de toda ou quase toda a actividade humana, a artística incluída, abundam no mundo actual. Uma das técnicas que o sistema utiliza com êxito é a da “cenoura”: cria desejos e alimenta-os. O artista, tal como o burro da estória, corre atrás de uma ilusão. Só chegará a ela se e quando satisfizer quem a criou.