“Resistência e Desistência”, exposição de Inês Botelho, estará patente na Galeria Filomena Soares, em Lisboa, de 25 de Setembro a 8 de Novembro. Sobre a mostra publica-se um texto da artista.
Em Brooklyn (Nova Iorque) Alexandra do Carmo visitou e filmou edifícios de manufacturas que estão a ser transformados em ateliers de artistas. Com isso produziu um vídeo onde reflecte as questões de especial interesse para si: a própria prática do artista.
Vive e trabalha entre Lisboa e Nova Iorque e inaugura uma exposição, no próximo dia 17 de Setembro, na Galeria Carlos Carvalho, em Lisboa.
“Louro” de José Almeida Pereira estará patente na Galeria Fernando Santos (Espaço 531), no Porto, até 5 de Novembro. Sobre a exposição de pintura e vídeo publica-se a seguir um texto do artista.
O convite à participação na obra de arte não é novo, contudo assume hoje outros contornos. O observador é mantido na ignorância, quer por o conteúdo ser ausente da obra ou propositadamente rudimentar, quer por haver distracções que impedem a sua compreensão, quer ainda por não lhe serem facultados os meios para nela poder participar. Em qualquer destes casos, a Obra não se realiza.
Para a representação Oficial Portuguesa da 11º Bienal de Arquitectura de Veneza, um dos mais prestigiados certames mundiais de Arquitectura que hoje inaugura, oarquitecto Eduardo Souto Moura e o artista plástico Ângelo de Sousa criaram uma obra que assenta na ideia de arquitectura enquanto linguagem efémera, transitória ou paradoxal.
Uma estética do efémero e Do efémero à filosofia do ornamento”: o virtual cria real são os títulos das intervenções de Christine Buci-Glucksmann no Institut Franco-Portugais, em Lisboa, respectivamente nos dias 16 e 17 de Setembro. Publicamos a seguir a tradução de dois textos da conferencista sobre estes dois temas, tal como fizemos anteriormente com um texto de Malcolm Miles relacionado com a sua conferência e a respectiva versão inglesa (english version ). As conferências estão integradas no ciclo “Efémero. Criação. Acontecimento”.
Há “carne” em demasia na alimentação cultural da moderna sociedade ocidental, onde impera o consumo e o espectáculo, a violência e o sexo. Os instintos de predador substituíram-se em muitos artistas ao humanismo. Os poderosos do sistema, como tubarões famintos, atraem os que lhe estão abaixo para os devorarem e, nas pausas, matam-se uns aos outros obtendo assim refeições mais substanciais.
Sobre a exposição “Pieces” de Rómulo Celdrán patente de 20 de Setembro a 4 de Novembro na Galeria Arthobler no Porto publica-se o texto de Ana Margarida Gonçalves.
"A Arte… não produz conceitos, ainda que proponha problemas e provocações. Mas gera sensações, afectos e intensidades. Esse é o seu modo de propor problemas, que por vezes se alinham com… conceitos…" Grosz, E. Chaos, Territory, Art: Deleuze and the framing of the earth, New York, Columbia University Press, 2008, p. 1
Elizabeth Grosz, recorrendo às reflexões de Gilles Deleuze e de Luce Irigaray, articula a arte à intensidade: uma sensação de experiência de elevação (somática) através de impressões dos sentidos – em contraste com as histórias da arte convencionais nas quais a arte representa estruturas de valor em evolução e os conceitos que informam e são re-informados por tais estruturas.
‘Art … does not produce concepts, though it does address problems and provocations. It produces sensations, affects, intensities as its mode of addressing problems, which sometimes align with … concepts …’ (Grosz, E. Chaos, Territory, Art: Deleuze and the framing of the earth, New York, Columbia University Press, 2008, p. 1)
Elizabeth Grosz, drawing on the work of Gilles Deleuze and Luce Irigaray, links art to intensity: a feeling of heightened (somatic) experience through sense impressions - in contrast to conventional histories of art in which art represents evolving structures of value and the concepts which inform and are re-informed by such structures.
Sobre a Nouvelle Vague do cinema de terror francês publica-se um texto do MOTELx, Festival Internacional de Cinema de Terror, na sua 2ª edição e que decorre entre os dias 3 e 7 de Setembro em Lisboa.
Sobre a homenagem que é prestada ao realizador brasileiro José Mojica Marins no MOTELx, Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, que decorre entre os dias 3 e 7 de Setembro no Cinema S. Jorge em Lisboa, publica-se o texto de Flávia Diab, programadora convidada do evento.
Os meios de controlo de toda ou quase toda a actividade humana, a artística incluída, abundam no mundo actual. Uma das técnicas que o sistema utiliza com êxito é a da “cenoura”: cria desejos e alimenta-os. O artista, tal como o burro da estória, corre atrás de uma ilusão. Só chegará a ela se e quando satisfizer quem a criou.
O texto de opinião que se publica a seguir da autoria de Josep Ramoneda, Director do CCCB em Barcelona é referente à exposição “Autopsia del Nuevo Milénio”, patente nesta instituição até 2 de Novembro, e que reúne instalações e projecções de filmes que têm como ponto de partida a obra do escritor inglês James Graham Ballard.
David Goldblatt mostra em Serralves, no Porto, até 12 de Outubro, uma série de cerca de uma centena de fotografias representativas dos seus 50 anos de carreira, em exposição intitulada “Intersecções Intersectadas”. Publicamos agora o texto de Ivor Powell. Anteriormente publicámos o textos de Ulrich Loock , comissário da exposição, e de João Fernandes , director do Museu de Serralves.
No mundo das artes, a vedeta, o génio e o consagrado confundem-se. O sistema, ao promover os seus valores próprios, contorna e deturpa definições e estabelece analogias onde as não há. A defesa da sua estrutura implica também a negação do génio – o único que tem a possibilidade de lhe escapar ao controlo.
Até há algum tempo, o principal canal de divulgação para as fotografias de David Goldblatt eram livros e artigos de revistas. Cada uma das suas principais publicações é dedicada a um tema específico, tendo o fotógrafo trabalhado em algumas delas durante anos1.
Hoje, as capacidades que um artista é obrigado a desenvolver pouco ou nada têm a ver com a Arte. Interessa mais o tecer de relações no meio do que o valor do trabalho realizado e exposto. A Obra corre o risco de desaparecer.
Rui Effe expõe na Galeria Bernardo Marques, em Lisboa, de 4 a 30 de Setembro. Valter Hugo Mãe analisa a obra do autor em artigo que publicamos na íntegra.
Joana Dias expõe “ Reflexões em torno da intuição na Galeria Pedro Serrenho em Lisboa. A mostra estará patente de 13 de Setembro a 25 de Outubro. Sobre a exposição publica-se um texto da artista.
David Goldblatt mostra em Serralves, no Porto, até 12 de Outubro, uma série de cerca de uma centena de fotografias representativas dos seus 50 anos de carreira, em exposição intitulada “Intersecções Intersectadas”. Publicamos o texto de João Fernandes, director do Museu de Serralves, para o catálogo da exposição, e nos próximos dias publicaremos também os textos de Ivor Powell e Ulrich Loock. Comissário da Exposição.
A mulher e a sua condição está sempre presente na obra de Joana Vasconcelos. “Hand-made” é o título de um vídeo e da própria exposição que está a decorrer na Galeria Horrach Moyà, em Palma de Maiorca, Espanha, até 30 de Setembro. A artista participa ainda nas colectivas em Paris, L’Argent, Le Plateau, até 17 de Agosto, em Braga, Galeria Mário Sequeira, até 15 de Outubro, e em Bratislava, Café-Portugal, Design Factory, de 4 a 21 de Setembro. Publicamos a seguir o texto de Lúcio Moura a propósito do conjunto de obras mostrados em Palma de Maiorca.
Poética e narrativa merecem igual atenção na obra de Rita Castro Neves. Como a contemporaneidade da expressão e a forma romântica da representação. A realidade de que parte e a encenação que constrói. Em todo o seu trabalho há dois lados, pelo menos duas leituras e sensações. Há uma ambiguidade construída, que confronta aspectos contraditórios onde assenta uma abertura de significados intencional.
Rita Castro Neves expõe no Museu Nogueira da Silva, em Braga, até ao final do mês de Agosto, uma série de 14 fotografias a que deu o título de “Inuit”.
Susana Anágua está a tornar-se um nome incontornável da arte em Portugal. Concluiu o Curso Avançado de Artes Plásticas pelo Ar.Co em 2000, a Licenciatura em Artes Plásticas pela ESTGAD em 2004 e nos três últimos anos parece firmar-se como uma nova referência: participou no projecto das 7 Maravilhas de Portugal com uma intervenção no Mosteiro da Batalha, no Project Room comissariado por Isabel Carlos na ArteLisboa 07, na colectiva Sines Local no Centro Cultural Emerico Nunes em Sines e na colectiva 7 Artistas ao Décimo Mês do Centro de Arte Moderna José Azeredo Perdigão (CAMJAP) da Gulbenkian.
A concepção e a gestão de eventos artísticos, procuram substituir-se, hoje, enquanto formas de reconhecimento, ao valor dos trabalhos exibidos. Fundamental neste processo é a importância conferida à escolha.
Cinco exposições simultâneas de Luís Campos e um itinerário cultural cruzaram-se para dar lugar a uma experiência de limiares artísticos, arquitectónicos e geográficos.
Iniciativa única no País, comissariada por Luís Serpa, as exposições mostram os trabalhos dos últimos 25 anos de fotografia e vídeo de Luís Campos mas também desvelam uma série de equipamentos culturais recentemente construídos/remodelados que devido à proximidade geográfica criam um percurso artístico a assinalar o sul.