O texto de opinião que se publica a seguir da autoria de Josep Ramoneda, Director do CCCB em Barcelona é referente à exposição “Autopsia del Nuevo Milénio”, patente nesta instituição até 2 de Novembro, e que reúne instalações e projecções de filmes que têm como ponto de partida a obra do escritor inglês James Graham Ballard.
David Goldblatt mostra em Serralves, no Porto, até 12 de Outubro, uma série de cerca de uma centena de fotografias representativas dos seus 50 anos de carreira, em exposição intitulada “Intersecções Intersectadas”. Publicamos agora o texto de Ivor Powell. Anteriormente publicámos o textos de Ulrich Loock , comissário da exposição, e de João Fernandes , director do Museu de Serralves.
No mundo das artes, a vedeta, o génio e o consagrado confundem-se. O sistema, ao promover os seus valores próprios, contorna e deturpa definições e estabelece analogias onde as não há. A defesa da sua estrutura implica também a negação do génio – o único que tem a possibilidade de lhe escapar ao controlo.
Até há algum tempo, o principal canal de divulgação para as fotografias de David Goldblatt eram livros e artigos de revistas. Cada uma das suas principais publicações é dedicada a um tema específico, tendo o fotógrafo trabalhado em algumas delas durante anos1.
Hoje, as capacidades que um artista é obrigado a desenvolver pouco ou nada têm a ver com a Arte. Interessa mais o tecer de relações no meio do que o valor do trabalho realizado e exposto. A Obra corre o risco de desaparecer.
Rui Effe expõe na Galeria Bernardo Marques, em Lisboa, de 4 a 30 de Setembro. Valter Hugo Mãe analisa a obra do autor em artigo que publicamos na íntegra.
Joana Dias expõe “ Reflexões em torno da intuição na Galeria Pedro Serrenho em Lisboa. A mostra estará patente de 13 de Setembro a 25 de Outubro. Sobre a exposição publica-se um texto da artista.
David Goldblatt mostra em Serralves, no Porto, até 12 de Outubro, uma série de cerca de uma centena de fotografias representativas dos seus 50 anos de carreira, em exposição intitulada “Intersecções Intersectadas”. Publicamos o texto de João Fernandes, director do Museu de Serralves, para o catálogo da exposição, e nos próximos dias publicaremos também os textos de Ivor Powell e Ulrich Loock. Comissário da Exposição.
A mulher e a sua condição está sempre presente na obra de Joana Vasconcelos. “Hand-made” é o título de um vídeo e da própria exposição que está a decorrer na Galeria Horrach Moyà, em Palma de Maiorca, Espanha, até 30 de Setembro. A artista participa ainda nas colectivas em Paris, L’Argent, Le Plateau, até 17 de Agosto, em Braga, Galeria Mário Sequeira, até 15 de Outubro, e em Bratislava, Café-Portugal, Design Factory, de 4 a 21 de Setembro. Publicamos a seguir o texto de Lúcio Moura a propósito do conjunto de obras mostrados em Palma de Maiorca.
Poética e narrativa merecem igual atenção na obra de Rita Castro Neves. Como a contemporaneidade da expressão e a forma romântica da representação. A realidade de que parte e a encenação que constrói. Em todo o seu trabalho há dois lados, pelo menos duas leituras e sensações. Há uma ambiguidade construída, que confronta aspectos contraditórios onde assenta uma abertura de significados intencional.
Rita Castro Neves expõe no Museu Nogueira da Silva, em Braga, até ao final do mês de Agosto, uma série de 14 fotografias a que deu o título de “Inuit”.
Susana Anágua está a tornar-se um nome incontornável da arte em Portugal. Concluiu o Curso Avançado de Artes Plásticas pelo Ar.Co em 2000, a Licenciatura em Artes Plásticas pela ESTGAD em 2004 e nos três últimos anos parece firmar-se como uma nova referência: participou no projecto das 7 Maravilhas de Portugal com uma intervenção no Mosteiro da Batalha, no Project Room comissariado por Isabel Carlos na ArteLisboa 07, na colectiva Sines Local no Centro Cultural Emerico Nunes em Sines e na colectiva 7 Artistas ao Décimo Mês do Centro de Arte Moderna José Azeredo Perdigão (CAMJAP) da Gulbenkian.
A concepção e a gestão de eventos artísticos, procuram substituir-se, hoje, enquanto formas de reconhecimento, ao valor dos trabalhos exibidos. Fundamental neste processo é a importância conferida à escolha.
Cinco exposições simultâneas de Luís Campos e um itinerário cultural cruzaram-se para dar lugar a uma experiência de limiares artísticos, arquitectónicos e geográficos.
Iniciativa única no País, comissariada por Luís Serpa, as exposições mostram os trabalhos dos últimos 25 anos de fotografia e vídeo de Luís Campos mas também desvelam uma série de equipamentos culturais recentemente construídos/remodelados que devido à proximidade geográfica criam um percurso artístico a assinalar o sul.
Susana Anágua mostra-se em “Desnorte”, na sala de exposições temporárias do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian. É um espaço transfigurado o que apresenta, num conjunto de quatro trabalhos. O espectador, desorientado e desprevenido, é levado ao questionamento e à experiência de uma realidade que, embora presente, não se lhe tinha ainda revelado.
Conceição Abreu, em entrevista a propósito da sua intervenção “Abrigos”, no Jardim da Tapada das Necessidades, conversou sobre uma obra sem fim nem princípio: a sua. Não se recorda como a começou, nem sabe quando ou se a irá acabar.É como um cachecol que se vai tecendo, puxando as linhas, por que sim…
Conceição Abreu repete-se para se reencontrar. O corpo da sua obra vive-lhe fundo e dentro. Revela-se à superfície em gestos que executa repetidamente. Um rito só seu, de que resultam desenhos e esculturas. E o visível laça e lança novos questionamentos, a procurar resolver no futuro.
Armanda Duarte expõe "Subtracções", de 25 de Setembro a 31 de Outubro, na Caroline Pagès Gallery, em Lisboa. Sobre a mostra publica-se o texto de Rita Santos.
Miguel Palma é hoje um artista internacionalmente conhecido. Há alguns anos as televisões portuguesas mostravam-no com o seu projecto “Aríete” - um Porsche azul com um pedaço de avião no tejadilho - pronto para uma viagem pela Europa, até aos principais Museus e Centros Culturais. Emigrou temporariamente porque não quer mostrar o trabalho só no seu bairro, como ele próprio o disse.
“Trava-línguas” é uma exposição colectiva a decorrer até 31 de Julho na Vera Cortês-Agência de Arte, em Lisboa. A mostra que conta com os artistas Detanico & Lain , Alexander Gutke, Paul Harrison & John Wood, Ricardo Jacinto, Gyan Panchal, Diogo Pimentão e Mariana Saturnino, é comissariada por Joana Neves. Publica-se a seguir o texto da comissária.
A exposição de uma obra fotográfica numa barbearia de província ganha um sentido político, pelo carácter de fórum que estes estabelecimentos têm desempenhado até aos nossos dias. Luís Pinheiro patenteia uma obra relacionada com escravatura numa barbearia de Salvaterra de Magos - o Cabeleiro de Homens Custódio Gomes - de 21 de Julho a 6 de Setembro. A seguir publicamos o texto de Nicolau Coelho sobre a obra, em distribuição pelos candidatos ao corte de cabelo.
Susana Anágua expõe o projecto “Desnorte” na sala de exposições temporárias do CAM da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, até 26 de Outubro. Sobre a mostra publica-se a seguir o texto da comissária Leonor Nazaré.
Samuel Rama recorre a diversas soluções para a criação de metáforas de transformação do tempo em espaço. Isso constata-se na sua mostra “Magma”, na Galeria 111 do Porto até ao final do mês, e na colectiva que inaugura no Museo de Arte Contemporaneo Union Fenosa, em A Coruña, no próximo dia 23.
A “Varina” de Joana Vasconcelos é hoje suspensa no tabuleiro superior da Ponte D. Luís, no Porto, onde ficará instalada até ao final de Julho. Publicamos na íntegra duas breves reflexões de Lúcio Moura sobre esta obra e a “Carmen Miranda” , que integra a colectiva intitulada “Shaping a Space II”, que também hoje se inaugura na Galeria Mário Sequeira, em Braga, e ficará patente até 15 de Outubro.
“Carmen Miranda”, de Joana Vasconcelos, é o mote do artigo de Lúcio Moura, que publicamos na íntegra.
A obra é exposta a partir de hoje na Galeria Mário Sequeira, em Braga, integrada na colectiva “Shaping a Space II”, em que também participam Aaron Young, Atelier Van Lieshout, Banks Violette, Eugenio Ampudia, Gary Webb, Gavin Turk, Jaume Plensa, Joana Vasconcelos, Julian Opie, Thomas Helbig, Victoria Civera e Liam Gillick, até 15 de Outubro.
Se por um lado o Bar Fractal é extremamente simples quanto ao programa funcional - é composto de uma bar/cafetaria, com uma sala de serviço ao público, uma esplanada exterior, copa e sanitários - as suas regras de composição são extremamente complexas. Localizado em Vila do Conde e inserido no Programa Pólis, o projecto irá ser implantado numa avenida costeira da cidade, que é rematada por uma fortaleza do século XVI.
Chegou a vez de Gehry. Depois de Olafur Eliasson e Kjetil Thorsen (2007), Rem Koolhaas (2006) Siza Vieira e Souto Moura (2005), MRVD (2004), Oscar Nyemeier(2003), Toyo Ito (2002), Daniel Liebskind (2001) e Zaha Adid (2000) é a vez do quase octogenário arquitecto projectar em solo inglês aquele que é considerado um dos grandes acontecimentos arquitectónicos mundiais, o Pavilhão de Verão da Galeria Serpentine.
A exposição “Vieira da Silva, Arpad Szenes e o Castelo Surrealista” está patente ao público até 28 de Setembro no Museu da Electricidade, em Lisboa. Sobre a mostra publica-se o texto do comissário João Pinharanda.