By João Pinharanda e Marina Bairrão Ruivo,
on 15-07-2008 23:38
“Correspondências: Vieira da Silva por Mário Cesariny” é o título da exposição patente até 4 de Outubro na Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, em Lisboa. Publicamos a seguir o texto dos comissários da exposição, João Pinharanda e Marina Bairrão Ruivo.
“Le Passeur” de Filipa César é a primeira exposição da nova linha de programação do “Art Centre” que a Elipse Foundation (Alcoitão, Cascais) vai dinamizar através de “Project Rooms”, onde serão apresentados trabalhos recentes ou inéditos de artistas que fazem parte da sua colecção. A obra agora apresentada consta de uma instalação com a projecção simultânea de dois filmes em ambas as faces de um mesmo ecrã.
"Grafias de Cor" é o título da exposição de João Decq, a decorrer na Galeria Fonseca Macedo, em Ponta Delgada, até 13 de Setembro. João Decq apresenta uma série de obras de técnica mista, executadas com tintas serigráficas sobre papel Guarro e Arches, um desdobramento das suas obras anteriores a preto-e-branco, agora resolvidas com cor.
A obra "Abrigos", de Conceição Abreu, patente na estufa circular da Tapada das Necessidades, apresenta uma proposta que intervém sobre a comunhão entre estrutura e simbologia, partindo do conceito de casa.
“Tudo aquilo que faço está fora de mim, é o modo como vejo as coisas.” Quem as vê assim é Sérgio Dias, jovem artista que terminou os seus estudos na Ar.co e mostrou o que vê e como em recente intervenção no “Pôr a par” – Espaço Avenida, em Lisboa. Para ele uma chama “tem o valor de um parafuso ou de um risco de cola, que é preciso”.
A performance apresentada por Sérgio Dias na "Pôr a par" multiplica os espaços de representação da obra e proporciona diferentes momentos de leitura, indo da encenação ao grito de morte.
Esta exposição propõe-se desvendar o trabalho de Willem Oorebeek (Pernis, Holanda, 1953), o universo de obsessões e idiossincrasias que lhe é intrínseco, através de uma selecção de obras produzidas desde 1987. Não tendo qualquer pretensão antológica, e muito menos retrospectiva, a exposição desvincula-se de um critério cronológico, procurando restituir nas suas múltiplas ramificações uma trajectória artística complexa ao longo da qual certas questões e preocupações ressurgem constantemente.
“The hardest thing in art, even before you find your limits, is to find that which pleases yourself. That’s the hardest thing to discover. Most artists never find work which pleases themselves, because they never got out of the student hack, little kid, of trying to do things that please other people. And if you can’t please yourself, you can’t please another person in this world”.
“Too great a visibility is an administrative dead end, and that is not what I am aiming for. This is why I started, very intuitively, believing in the manipulation of things towards a greater invisibility”.
Oorebeek encontra por acaso e traz para casa um pedaço de material impresso. Pode ser um cartaz eleitoral, uma capa de revista tipo poster, uma página de um calendário ou qualquer outra coisa que lhe chame a atenção. O critério de selecção, como ele próprio admite, é em grande medida subjectivo: uma questão de atracção, afeição ou afinidade. Depois, com a prensa litográfica que tem no atelier, imprime cuidadosamente sobre a imagem uma camada de tinta preta, preenchendo o papel de uma ponta à outra. O resultado é aquilo a que ele chama um blackout: uma imagem encontrada hermeticamente ocultada; um monocromo rectangular negro. Nos últimos oito anos, o artista não tem produzido senão blackouts.
“O Homem Anti-Gravitacional”, de Duarte Barrilaro Ruas, vai ser apresentado na Zé Dos Bois, em Lisboa, nos dias 24, 25, 26, 29, 30 e 31 de Julho. Na sequência das residências que o “Negócio” da ZDB tem organizado no âmbito das artes performativas, Duarte Barrilaro Ruas, actor, encenador, produtor, cenógrafo e argumentista, realizou uma residência para criação da sua próxima peça, com a colaboração de Laurent Simões (vídeo e ‘ciber-manipulações’), ‘Mestre’ David Alves Mendes (cenário), Carla Belchior (Figurinos) e Jorge Bragada (caracterização). Barrilaro Ruas escreve sobre“O Homem Anti-Gravitacional”.
Samuel Rama expõe na Galeria 111 do Porto até ao final do mês, e na colectiva que inaugura no Museo de Arte Contemporaneo Union Fenosa, em A Coruña, no próximo dia 23. Neste artigo da sua autoria, ele arrisca uma "tradução possível, falível e sempre incompleta" das suas metáforas de transformação do tempo em espaço.
Luísa Cunha surge na arte contemporânea de modo pouco canónico, imprevisível ou “atípica”, como a considerou Miguel Wandschneider por ocasião da exposição de Serralves. Trouxe-nos também uma obra inesperada.
“Uma reflexão teórica” está na base das obras de Avelino Sá. “Arqueologias” é o seu último projecto, primeiro exposto no Museu Amadeu de Sousa Cardoso, em Amarante, nesta altura patente na Galeria Fernando Santos no Porto, até ao dia 30 de Julho, e proximamente na mesma galeria, em Lisboa.
“Vertigo”, de Alfred Hitchcock, explora o motivo esotérico do Casamento Místico. Está bem presente nos elementos musicais e sonoros utilizados e noutros aspectos da composição global, como a utilização da simbologia das flores.
"No connection" é o título da exposição que decorre na Sala do Veado, no Museu de História Natural, em Lisboa, até ao próximo dia 31, com obras de Vasco Araújo, Paulo Romão Brás, António Júlio Duarte, Duarte Amaral Netto, Sandro Resende e Xana.
A propósito da exposição, publicamos o artigo da comissária da exposição, Isabel Vaz Lopes.
By Risoleta da Conceição Pinto Pedro,
on 03-07-2008 21:07
Ou de como uma pintura (se) transforma (n)o nosso olhar diálogo roubado a uma exposição MOMENTOS, Laura Galvão
Uma pintura. Dois rostos. Uma alma. Três olhares. Luz e sombra. Da terra ao céu e da direita para a esquerda ou como nos sonhos, onde o olhar se projecta em espelho. Às vezes, o espelho não enfrenta o espelho, mergulha em algodão de nuvem e tinta e flutua na imaginação do terceiro olhar de quem vê.
A escravatura, entendida como a sujeição de um ser humano à vontade de outro, continua tão actual e generalizada no presente como o foi no passado. A arte e o artista não escapam a este fenómeno, que se expande e mina a quase totalidade das relações sociais.
Hugo Canoilas e Pedro Cabrita Reis participam na exposição “Second Nature” no Parc Heintz, no Luxemburgo, até 17 de Outubro. A mostra integra obras de 25 artistas internacionais e pretende ser uma reflexão sobre até que ponto pode a “segunda natureza” humana ser fundamentalmente diferente da sua “primeira e primordial natureza”.
Publicamos na íntegra o texto assinado por Sabine Dorscheid, comissária da mostra.
A exposição de Inez Wijnhorst “Under my skin” foi o ponto de partida para uma longa entrevista. A artista falou sobre a sua obra, seus métodos de trabalho e os questionamentos que se faz enquanto tal, aliás e também influenciados pelos processos que utiliza
"Under my skin” é o título da exposição de Inez Wijnhorst patente ao público até 28 de Junho, na Galeria Monumental, em Lisboa. Nos trabalhos presentes na mostra, a superfície da pintura é o espaço onde a realidade interior encontra a exterior, numa estrutura geométrica que “reordena” um caos feito, apenas, de aparência.
A Galeria Sala Maior, no Porto, tem patente a exposição “Arquitectura/Natura”, que coloca em diálogo obras da artista espanhola Maria Luisa de Mendoza com as do italiano Maurizio Lanzillotta. Sobre a mostra que decorre até 31 de Julho publica-se a seguir o texto de catálogo de Javier Rubio Nomblot.
By e-vai/Galeria Filomena Soares,
on 19-06-2008 20:03
A exposição individual “New Paintings” do artista alemão Günther Förg estará patente ao público até 20 de Setembro de 2008 na Galeria Filomena Soares em Lisboa. Na mostra exibem-se 16 dos mais recentes trabalhos do artista.
“Square disorder” é uma intervenção de Susana Mendes Silva, patente ao público no espaço da Appleton Square, em Lisboa, até 13 de Junho. O trabalho da artista, efémero e praticamente invisível a um primeiro olhar, questiona o espaço expositivo e, por extensão, o de representação.
By Risoleta da Conceição Pinto Pedro,
on 07-06-2008 20:38
Para além de um Museu Municipal de Arte Contemporânea, Tomar tem uma galeria de exposições no edifício dos paços do Concelho, na Praça da República, em cujo centro um dos mais eminentes mestres Templários, Gualdim Pais, se ergue, virado para a belíssima Igreja de S. João.
Pedro Tudela expõe no Mad Woman in the Attic, Porto, "Up Side Down", uma instalação sonora que pode ser vista, por marcação prévia, pelo número 917910031, até 29 de Junho. Publicamos um texto que o próprio Pedro Tudela escreveu a proposíto da sua instalação.
“Picasso: La Multiplicidad del Vértice” está a decorrer na Fundação António Prates, em Ponte de Sôr, até ao dia 31 de Julho, em simultâneo com a mostra “Arte Contemporânea Espanhola” nas colecções da Fundação e de António Prates.
Em qualquer história, a escolha dos nomes das personagens representa um condicionamento à sua acção, na medida em ques as reveste de uma dada “persona”. A Identidade fica, assim, oculta. Quem souber ler o que se esconde e revela num nome, encontrará pistas evidentes. Em "Vertigo", de Hitchcock, os nomes das personagens – referências a histórias e mitos que condensam conhecimentos iniciáticos – constituem um factor determinante na estrutura da narrativa do filme.
Até ao próximo dia 8 de Junho “Peephole” de Pedro Saraiva encontra-se patente na Voyeur Project View em Lisboa. Sobre o trabalho desenvolvido pelo artista publica-se o texto do press release da autoria de Delfim Sardo.