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06-Jan-2009
Duas maravilhas e meia | Maldizer PDF Imprimir e-mail

By Vera Chi Lo Sa, on 11-05-2008 20:24

Ai que estou toda roidinha! Quem me dera ser torre, em Belém, só para ter um colar daqueles ao pescoço. E digam-me lá se há coisa mais in que um colar barroco, feito de bóias, bem ao estilo ready made.

Eu amo os trabalhos da Joana. São como ela: fotogénicos, XXL e bem dispostos. A rapariga bem merecia o título de “miúda maravilha”!

Agora, não pensem que sou a única a roer-me, acho mesmo que há por aí muito mais gente toda roidinha. Se assim não é, não faz o mínimo sentido que em tudo quanto é jornal e noticia só apareça uma cara, a da fadista, mesmo sendo ela cantante, junto daquele colar lindíssimo.

Pois, é mesmo assim, a minha querida Joaninha teve o trabalho todo e nem uma foto da sua carinha laroca… A miúda pensou em tudo, até no palco que a dita fadista pisou, coisa de tal grandeza que meteu até engenheiros e arquitectos. Mas quando abri o jornal – loira sim, mas sempre bem informada – só dava fadista em primeiro plano, o concerto da fadista, as músicas da fadista. Grande injustiça! Se não fosse a cabecinha maravilhosa da Joana, a fadista tinha ido tomar banho ao rio, e nem uma bóia do colar a salvava, de tão poluído.

Também é verdade que a Marisa até se esforça por cantar bem e com sentimento e tudo e até tem os seus méritos, mas usarem uma das nossas “7 maravilhas” e o trabalho da Joana como rampa de lançamento do seu próximo álbum só afirma e reafirma a excelência do marketing da cantadeira. Que todo o espectáculo esteve bem, lá isso esteve. Quem eu lá não vi, na “Jóia do Tejo”, nem, ultimamente, em lado nenhum, foi o mui excelso MC, o Excelentíssimo Senhor D. José António Pinto Ribeiro, o próprio. Escafedeu-se? Pergunto eu, em forma de panfleto, usando um vernáculo de minha avó beirã. Já previa que coisa alguma ou alguém conseguiria apagar do meu coração filigranado a ouro, de tão bonzinho, a minha querida Belinha. Ao menos essa ia a todas!

Por quem o meu coraçãozinho anda caído, ultimamente, é por aquele sempre morenaço italiano, com rores de pasta, e para quem um colar da Joana pouco mais era do que, para mim, a compra de uma bijutaria na Rua Augusta. Já perceberam quem? Pois o excelentíssimo Silvio Berlusconi, ou como eu lhe chamo, o meu Berlusco. Tem parecenças com outro dos meus kridos, o JB, agora quadripartido entre os vinhos, os quadros, os bancos e os futebóis. Que homem, destemido é ele – uma jóia rara! Põe o nosso PM, por muitos armanis que vista, a um canto.

Oh meu Berlusco, também eu sofro por ainda haver italianos que te chamam vigarista, mafioso, machista emérito e desbragado e não acreditam que és o homem mais brilhante e criativo deste planeta e arredores.

Tu que dizes ser “maior que Napoleão” – o que não é grande feito, consta que até a Josefina lhe dava beijinhos na careca quando passeavam pelas Tulherias – não dês crédito a quem te quer difamar. Não te merecem, é o que é!

Parece-me factor recorrente, nos dias que nos deram para viver, o povo andar descontente com os seus governantes. É só invejas. Em Portugal acontece o mesmo: andam sempre a denegrir o nosso giríssimo PM, que tu, aliás, deixas a um canto do guarda-fatos, podre e bolorento.

O meu coraçãozinho é assim, apaixona-se sempre por quem o vai trair. Como posso eu pensar que "o sonho italiano tornado carne" vai alguma vez olhar para mim?

Loira não aprende. Mesmo!!!

   

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