plataforma virtual para a comunidade das artes plásticas e visuais
1ª Página arrow Opinião/Crítica arrow Os museus como agentes de mudança  
09-Fev-2012
Os museus como agentes de mudança PDF Imprimir e-mail

By Rui Gonçalves Cepeda, on 17-05-2008 23:00

 Comemora-se hoje, dia 18 de Maio, no mundo real, e também no universo virtual, o Dia Internacional dos Museus. Este ano, a temática celebrativa é Os Museus como Agentes de Mudança e Desenvolvimento social, e vem demonstrar o papel dinâmico dos museus no crescimento e desenvolvimento sustentável. 

O que é um museu? De acordo com o International Council of Museums, é uma instituição “permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberto a público, e que adquire, conserva, estuda, comunica e expõe os testemunhos materiais do homem e do seu meio ambiente, tendo em vista o estudo, a educação e a fruição.”

Ao expor colecções, o museu é, juntamente com galerias, coleccionadores, feiras e bienais, o actor económico validador do estatuto do artistas e das colecções de arte no mercado; a representação de um artista por um museu valida a sua restante produção no mercado contemporâneo, e, simultaneamente, aumenta o seu prestígio social; no seu contexto, o museu é o maior validador de um artista e da sua obra. A aquisição de uma obra de arte por parte de um museu retira-a, por norma, do mercado e transforma-a num objecto de valor incalculável.

Em Portugal, é pouco frequente conhecer-se publicamente uma colecção particular e, normalmente, esta só fica disponível ao público após o falecimento do seu mentor, através de singulares cedências expositivas ou, no espaço leiloeiro, ao ser vendida pelo melhor preço.

Enquanto, o evidente amadorismo programático dos centro de artes não permite o marketing internacional do tecido artístico nacional. Por seu turno, os museus de arte esquecem a ‘fruição’ social ou evocam  constantemente a sua posição permanente de sem fins lucrativos. Neste ponto, o museu, para a Museums Association, é mais objectual e transversal: ‘os museus permitem às pessoas explorar colecções para inspiração, educação e apreciação.’

Num contexto global, a cultura nacional está posicionada na periferia dos grandes centros artísticos e das diferentes agendas políticas. Ao nível das colecções é necessário que os artistas portugueses tenham um confronto com os seus pares internacionais, através de exposições em galerias e centros ou nas colecções privadas ou públicas. Por outro lado, mas mais importante ainda, torna-se premente a existência de um museu internacional de arte contemporânea para estes dois níveis elevarem a paradigma do marketing cultural internacional.

Em 2007, participaram no Dia Internacional dos Museus mais de 20,000 instituições museológicas de 70 países. Para este ano, as actividades decorrem também no Second Life através do The Tech Museum of Innovation.

 


Parte do texto foi publicado na revista IN/NS' do Diário de Noticias/Jornal de Noticias, a 17 de Maio de 2008.

 

   

Users' Comments  
 

Average user rating

 


Add your comment
Only registered users can comment an article. Please login or register.

No comment posted



mXcomment 1.0.5 © 2007-2012 - visualclinic.fr
License Creative Commons - Some rights reserved
 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >