| By Claudia Melo,
on 22-06-2008 17:33
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Está patente até 17 de Agosto no CCB, em Lisboa, a maior exposição retrospectiva da obra arquitectónica e artística do arquitecto suíço, um dos grandes nomes da cultura do século XX.
Revolucionário e profundamente esteta, a obra de Le Corbusier (1887-1965) associou Tradição (através da utilização do “Module d´エOr”) a inovação funcional, técnica e estética. Le Corbusier, pseudónimo de Charles-Edouard Jeanneret-Gris, criou bases canónicas para a sua obra : O Module d´Or, um sistema de proporção geométrica baseado na Regra de Ouro, Secção Áurea e Série de Fibonaci e os 5 Pontos de Arquitectura (que assentavam na utilização de planta livre, fachada livre, piloti´s, terraço/jardim na cobertura, e janela rasgada), expressas arquitectónicamente com uma extrema liberdade de formas. “Sou um acrobata da forma, criador de formas, jogador com as formas. As formas, meio de exprimir toda a emoção plástica. A forma, expressão e estilo do pensamento”(1) , afirmou Le Corbusier, que também era fascinado pelas novas tecnologias e foi pioneiro na utilização de betão maciço e climatização artificial total.A Capela de Ronchamp (na imagem) ou a Vile Savoy , entre dezenas de obras desenvolvidas principalmente entre França, Índia e África ao longo de mais de 50 anos de carreira, são exemplos emblemáticos do seu pensamento arquitectónico. A mostra apresenta ainda a faceta menos conhecida de Corbusier enquanto pintor, escultor, desenhador, tapetista, coleccionador e designer. A sua obra artística, principalmente ao nível da pintura e artes gráficas, foi complementar da arquitectura, ao ponto de afirmar que “ Não existem escultores só, pintores só, arquitectos só. O acontecimento plástico realiza-se uma forma una ao serviço da Poesia” (1). Corbusier também se notabilizou na escrita. O “Poema do Ângulo Direito”, colectânea de textos e desenhos baseados em princípios alquímicos e mitológicos, juntamente com o ensaio “Vers une architecture” sobre os princípios da arquitectura moderna através de uma compreensão e conhecimento das formas clássicas, são considerados os maiores manifestos do arquitecto Suíço. Resultado da parceria entre algumas das mais prestigiadas instituições de arquitectura como o Vitra Design Museum (Alemanha), o RIBA (UK) e o NAI (Holanda), “A exposição também pode ser vista como uma introdução à obra de um arquitecto que- para as gerações mais jovens em particular – define uma parte da história do século passado” (1) refere um dos seus curadores, Mateo Kries. (1)- http://www.museuberardo.com/Files/MCB_LeCorbusier_2008.pdf |
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