| By Risoleta da Conceição Pinto Pedro,
on 03-07-2008 21:07
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Ou de como uma pintura (se) transforma (n)o nosso olhar diálogo roubado a uma exposição MOMENTOS, Laura Galvão Uma pintura. Dois rostos. Uma alma. Três olhares. Luz e sombra. Da terra ao céu e da direita para a esquerda ou como nos sonhos, onde o olhar se projecta em espelho. Às vezes, o espelho não enfrenta o espelho, mergulha em algodão de nuvem e tinta e flutua na imaginação do terceiro olhar de quem vê.
- Ó mãe, a menina do lado direito é mais menina e mais escura e tem mais medo. - Ou… ameaça menos? - Ah… quem ameaça? - A outra. - De onde lhe vem a ameaça? - Da fortaleza da boca, das chispas do olhar… - Onde eu vejo determinação… - Vês bem, continua. - A menina do lado do dia coloca-se, qual sentinela ou guarda do templo, ao lado da dor… - Da cor? - … da dor. Sim, da cor. - Por que o faz? - Ela diz: “Ilumina-me, sombra, a luz. Nunca mais nada nem ninguém te trará mágoa. A mim o juro”. Mãe, mãe! - Sim, meu amor… - Olha, olha… a da cor! - Que vês? - A menina cor de terra!… - A da guerra? - Essa… o olhar… há momentos… estava o medo, não o vejo já, pressinto… Aqui quase se lhe oculta a voz: - … um segredo! Mãe, quero entrar… - Onde, amor? - Na cor, no olhar… www.risocordetejo.blogspot.com |