| By Joana Dias,
on 15-08-2008 20:40
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Joana Dias expõe “ Reflexões em torno da intuição na Galeria Pedro Serrenho em Lisboa. A mostra estará patente de 13 de Setembro a 25 de Outubro. Sobre a exposição publica-se um texto da artista.
Reflexões em torno da intuição Jerome Bruner definiu a existência de dois tipos de pensamento principais, desenvolvidos no consciente humano, a saber, o pensamento analítico e o pensamento intuitivo. Se o primeiro se desenvolve passo a passo, envolvendo um tipo de raciocínio cuidado e dedutivo, e cujos passos explícitos podem normalmente ser explicados de uma forma lógica e inequívoca, o segundo, o pensamento intuitivo, normalmente não avança de forma cuidadosa, com passos bem definidos, tende, sim, a involver manobras baseadas em percepções implícitas – chegando o sujeito pensante a uma resposta com pouca ou nenhuma noção do processo através do qual até ela chegou. A sociedade a que hoje assistimos, fortemente caracterizada por um formalismo racional, tende a desvalorizar a intuição. Enfatiza-se a aquisição e reutilização de conhecimentos do tipo factual, valorizando-se o conceito de “resposta correcta”. Quem pensa intuitivamente é normalmente penalizado. Naturalmente, esta postura verifica-se de igual modo nos campos da criação artística. O acto criativo está cada vez mais limitado às fronteiras da razão, o seu resultado deve poder ser explicitável o mais cientificamente possível. O presente trabalho pretende recuperar o pensamento intuitivo como uma importante etapa, no processo criativo, que é, defendemos, ao mesmo tempo, racional e consciente, afectivo e inconsciente. O que aqui se propõe é a utilização sintomática dos dois tipos de pensamento: através da intuição, chegamos frequentemente a soluções que nunca chegariamos de todo, ou pelo menos tão rapidamente, pelo pensamento analítico; depois do sucesso obtido através dos métodos intuitivos, façamos então uma avaliação dos resultados, através dos métodos analíticos, oferecendo-lhes a validade formal desejada. Joana Dias 08 Joana Dias nasceu em 1978, em Lisboa. Em 2004, licenciou-se em Pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Expõe regularmente desde 2003, tendo realizado diversas exposições individuais e colectivas em Portugal, Alemanha, Chile e China, entre as quais se podem destacar: “Tierra Antigua”, Universidade SEK - Santiago do Chile; “Malerei”, Zeichnung und Mischtechniken Galeria Sievi - Berlim; “Monstern”, Galeria Raumtraum am Oberbaum - Berlim; “Eu não sou o Outro”, Galeria Umnome - Caldas da Raínha (exposições individuais); Bienal da Festa do Avante Amora, Colectiva de Pintura – Alexandre Fisga e Joana Dias Galeria 57 - Leiria; “Unidade e Multiplicidade”, Galeria Pedro Serrenho - Lisboa; Exp Colectiva no Clube Militar de Macau Galeria 57 - Macau; Colectiva de Gravura e Escultura Galeria Gimnasium - Lisboa (exposições colectivas). O seu trabalho foi distinguido com o Prémio Salúquia às Artes de Revelação/Inovação, Prémio Salúquia às Artes de Pintura e Menção Honrosa Salão de Primavera. |
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