| By Rita Santos,
on 09-04-2009 18:52
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Conceição Abreu expõe “Ties” de 18 de Abril a 20 de Junho, na Galeria Diferença, em Lisboa. Sobre a mostra de escultura, desenho, fotografia e vídeo, publica-se o texto de Rita Santos.
Conceição Abreu apresenta Ties, título da exposição que se encontra patente na Galeria Diferença. Entre a escultura, o desenho, a fotografia e o vídeo, as obras expostas formalizam a mediação de diversas propostas de ligação. O elemento de conectividade, quer se assuma como linha, fio ou corda, torna-se um imperativo iconográfico manifesto para a construção de sistemas relacionais, tanto do ponto de vista da visualização das obras, como da(s) ideia(s) a que correspondem. O plano do efectivo, assente em cada objecto, designa a transferência de sentido para o do incorpóreo e determina que este se transforme também em realidade. O conjunto de trabalhos apresentado integra, em continuidade, um exemplo objectivo da atenção sobre outro patamar, mais abstracto, residente ao nível complexo do raciocínio e do pensamento. Será, então, nesta conformidade, que se geram circuitos entre memórias e vivências cujo desencadeamento incide, preferencialmente, na estrutura do processo de criação. O trabalho de Conceição Abreu tem revelado uma proposta conceptual que se realiza no domínio da dimensão íntima, onde a linguagem temática se estabelece através do olhar sobre a Natureza exterior, visível, protegendo e sublimando ao mesmo tempo aquela que é interior, invisível. Ao formar um universo de metáforas que permanecem não somente no registo da Natureza objectiva, as suas obras remontam ao plano da experiência pessoal, subjectiva, onde a sensação de protecção não colide com o vazio que, pelo contrário, se pretende reflexo de serenidade. A artista assume que o silêncio produzido é resultado de uma escolha vinculada na noção de que as suas obras não poderiam ser de outra esfera que não a do privado, onde o desejo de refúgio é então regularmente aclamado. A criação de uma ponte com esse universo tem sido realizada através de elementos e indícios que Conceição Abreu tem explorado no recurso a meios como a escultura, o desenho, a fotografia e o vídeo, onde a escolha do exterior natural como suporte de observação e posterior intervenção artística revela-se como um desafio pessoal que coloca de lado as perspectivas de urbanidade e acelera a contínua exploração de espaços que se estabelecem pelo ritmo e pela ambiguidade de sentidos. Conceição Abreu nasceu em 1961 em Portugal, hoje vive e trabalha em Madrid. Em 1989 termina a Escola Superior de Dança e em 1998 conclui a sua formação em Pintura na escola Ar.Co, onde em 2000 termina o seu projecto individual também em Pintura. Em 2008, recebe o prémio de aquisição na modalidade de Fotografia e uma Menção Honrosa em vídeo, na 1ª Bienal Internacional do Montijo. No mesmo ano expõe no Museu Nacional do Traje e na estufa circular da Tapada das Necessidades, Jardins do Palácio das Necessidades, em Lisboa. 2007 marca o ano da sua primeira exposição individual na Caroline Pagès Gallery, em Lisboa. Em 2003 realiza a sua segunda exposição individual na Galeria Diferença em Lisboa. Entre 1997 e 2006 a artista participou em exposições colectivas no contexto das actividades desenvolvidas no Ar.Co. E entre 2001 e 2006 incluiu também exposições colectivas realizadas na Galeria Diferença, em Lisboa. A As suas obras estão inseridas em diversas colecções privadas em Portugal e no estrangeiro. Rita Santos, Abril de 2009 |
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