plataforma virtual para a comunidade das artes plásticas e visuais
1ª Página  
18-Mai-2012
Serralves: a grande exposição do ano PDF Imprimir e-mail

By e-vai, on 31-05-2009 01:22


 Serralves “apresenta pela primeira vez de uma forma sistemática a sua colecção de obras de arte, constituída ao longo dos últimos 10 anos” (da nota de divulgação), um total de 200 obras que integram a sua grande exposição do ano. Comissariada por João Fernandes e Ulrich Loock, a mostra integra as comemorações do 20º aniversário da Fundação e do 10º Aniversário do Museu, e terá lugar em dois momentos consecutivos - o primeiro está patente desde ontem, dia 30, e o segundo está previsto para Outubro.

 

“Serralves 2009 – A Colecção” - nota informativa

Comissariado: João Fernandes e Ulrich Loock
Produção: Fundação de Serralves

O Museu de Serralves inaugur(ou) no dia 29 de Maio, com a presença do Presidente da República, a sua grande exposição do ano, uma mostra que apresenta pela primeira vez de uma forma sistemática a sua colecção de obras de arte, constituída ao longo dos últimos 10 anos. Esta exposição é um dos pontos altos das comemorações do 20º aniversário da Fundação de Serralves e do 10º Aniversário do Museu, e terá lugar em dois momentos consecutivos - a primeira parte da exposição inaugura a 29 de Maio e a segunda em Outubro.

A exposição reúne cerca de 200 trabalhos dos diferentes períodos da história da Colecção. As obras não serão instaladas por ordem cronológica, nem por movimentos, mas sim em inesperados grupos de peças de épocas e técnicas diferentes.

Para João Fernandes, Director do Museu e co-comissário da Exposição: “No momento em que o Museu celebra os primeiros dez anos da sua existência, todos os seus espaços são pela primeira vez mobilizados para a apresentação da sua Colecção. Conquanto desdobrada em dois momentos e documentada por um catálogo também ele dividido em dois volumes (o segundo dos quais publicado por ocasião do segundo momento da mostra), Serralves 2009 – A Colecção assume a sincronia como desafio retrospectivo e prospectivo da Colecção do Museu.

 


 

Escolhidas em função das novas possibilidades de interpretação que a sua coexistência temporal e espacial possa oferecer ao visitante, os trabalhos em exposição confrontam diferentes tempos, linguagens e histórias. Cada espaço do Museu apresenta obras de arte independentemente dos seus contextos originários, não havendo um percurso único e pré-determinado entre elas. Formas, suportes e atitudes são explorados no aprofundamento das diferenças específicas que a sua presença simultânea na Colecção possa propiciar. Trabalhos muito diversos de artistas portugueses e estrangeiros de várias gerações encontram nesta Colecção a cartografia errante de um caminho em construção, sem mapa nem bússola que lhe sirvam de limite ou objectivo. Optou-se por trabalhar sobretudo a partir das obras adquiridas ou doadas, sem que tal diminua a relevância de muitas obras em depósito provenientes de várias colecções particulares. As excepções contemplam obras provenientes da Colecção do Ministério da Cultura, da Colecção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e da Colecção Sonnabend, assim como obras em depósito de alguns artistas, ilustrando o grande valor simbólico e programático que tais depósitos assumem no historial da Colecção.

A exposição não é, nem jamais poderia ser, representativa de toda a Colecção. Uma exposição é sempre um momento e uma situação, enquanto uma colecção é sempre uma outra realidade que transcende os momentos e as situações da sua apresentação. A coexistência das obras e os confrontos que delas advenham como novas propostas para a sua interpretação foram privilegiados. Do mesmo modo que um conjunto de livros não pode resumir uma biblioteca, tão-pouco pretendemos suscitar uma hierarquia entre as obras agora expostas – sobretudo aquisições – e trabalhos de referência – designadamente os de colecções em depósito, institucionais ou privadas – cuja relevância mostras futuras documentarão devidamente, no âmbito de um programa que, em diferentes momentos, explorará a diversidade e a riqueza da Colecção e ilustrará outras e surpreendentes possibilidades.”

A identidade do Museu é a sua Colecção

 A identidade principal de um Museu é a sua Colecção. Logo, uma das missões mais importantes do Museu de Serralves é construir uma colecção de arte contemporânea que salvaguarde e torne acessíveis ao público obras representativas dos períodos mais recentes de criação artística. A Colecção da Fundação de Serralves visa, desde o início, um contexto internacional: obras de artistas portugueses surgem a par de obras de artistas de países e culturas muito diferentes. Olha-se a partir de Portugal para um contexto internacional e esse olhar cruza-se com uma perspectiva internacional sobre a arte portuguesa.

A celebração dos primeiros dez anos de existência do Museu de Serralves e dos vinte anos de existência da Fundação Serralves é o momento ideal para mostrar peças importantes da colecção entretanto aumentada, rever os primeiros dez anos do Museu, fazer o levantamento do que foi realizado e ousar antever o possível futuro da Colecção de Serralves.


   

Users' Comments  
 

Average user rating

 


Add your comment
Only registered users can comment an article. Please login or register.

No comment posted



mXcomment 1.0.5 © 2007-2012 - visualclinic.fr
License Creative Commons - Some rights reserved
 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >