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18-Mai-2012
Questões da memória de Carla Cabanas na Galeria Carlos Carvalho PDF Imprimir e-mail

By e-vai | Galeria Carlos Carvalho, on 04-06-2009 01:11


 Questões da memória estão presentes na fotografia que Carla Cabanas expõe na Galeria Carlos Carvalho, em Lisboa, até 24 de Junho. “A Casa onde Nasci e outras Histórias” é composta por duas séries formadas por recolhas de “lembranças (mediante uma longa série de entrevistas), de forma a poder confrontar a ficção inerente ao relato de experiências passadas, com uma nova narrativa criada pelas imagens que produz a partir desses testemunhos”.

De acordo com a galeria, o espectador tem a oportunidade de tornar suas “as memórias de outros, de partilhar o processo íntimo deste ciclo, de comparar a memória distorcida pelo tempo, pelas palavras e pelas imagens, pois é convidado a escutar o som da história contada enquanto observa a fotografia”.

 A artista pretende também “questionar o processo de fixação de memórias onde existe sempre algo verdadeiro e algo ficcional”.

Carla Cabanas (Lisboa, 1979) licenciou-se em Artes Plásticas na ESAD, Caldas da Rainha, em 2003, concluiu o curso avançado da Maumaus, em Lisboa, em 2004, e frequentou em 2008 o curso de fotografia do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística. Expõe regularmente desde 2000.

Nota de Divulgação

Na sua primeira exposição individual na galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea, Carla Cabanas apresenta trabalhos de duas séries distintas, mas que contêm si uma base comum: a análise e levantamento de questões relacionadas com o conceito de memória. O tema é abordado através da recolecção de lembranças (mediante uma longa série de entrevistas) de forma a poder confrontar a ficção inerente ao relato de experiências passadas, com uma nova narrativa criada pelas imagens que produz a partir desses testemunhos.

Na série mais actual, tudo começa com o pedido “descreve o espaço que te lembras com mais detalhe”. Este método despoleta resultados díspares, mas que partilham um ponto comum: a descrição por palavras de uma imagem mental, quase fotográfica (arrisca-se dizer), que se aviva entre os avanços e os recuos, as definições e as imprecisões da linguagem. Num exercício de mnemónica, a autora pede ao entrevistado que realize um mapa desse espaço, para que a palavra se transforme em matéria definida, se cientifique cartograficamente e se possa visitar. O tempo da entrevista é cronometrado, lido pela voz de Carla Cabanas, nova dona das memórias alheias, depurado de pausas e limpo de interjeições.

A fotografia nasce da soma de todas estas partes: a visita ao espaço registada através de uma câmara escura (uma estenopeica que sorve lentamente a luz) durante o tempo cronometrado, que se torna no tempo de exposição para experimentar o sítio.

  O espectador terá a mesma oportunidade de também tornar suas as memórias de outros, de partilhar o processo íntimo deste ciclo, de comparar a memória distorcida pelo tempo, pelas palavras e pelas imagens, pois é convidado a escutar o som da história contada enquanto observa a fotografia.

A outra séria apresentada é composta pela ligação entre uma imagem difusa, sem identidade, e um texto que contém comentários dos retratados sobre as suas primeiras recordações. Com este projecto, a artista pretende “questionar o processo de fixação de memórias onde existe sempre algo verdadeiro e algo ficcional”.

Carla Cabanas (Lisboa, 1979)

Licenciou-se em Artes Plásticas na ESAD, Caldas da Rainha em 2003. Concluiu o curso avançado da Escola Maumaus - Escola de Artes Visuais em 2004, em Lisboa. Frequentou em 2008 o curso de fotografia do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística. Ganhou o terceiro prémio de Pintura Ariane de Rothschild em 2005.

Expõe regularmente desde 2000. Das suas exposições individuais destacam-se “Travel Pictures”, no Atelier-Museu António Duarte nas Caldas da Rainha (2007); “Carla Cabanas / Susana Pires”, comissariada por Filipa Oliveira e Miguel Amado no Espaço Arte Contempo em Lisboa (2007); “Lugares”, na Galeria Bores & Mallo em Cáceres (2005) e a exposição “Landscapes” na Sala Pahldata em Lisboa (2004). Das colectivas destacam-se “Realidades Abertas”, comissariada por Rubén Blanco Hervés na Galeria Sargadelos em Santiago de Compostela e em Corunha; “Surrounding Matta-Clark”, comissariada por Paulo Reis na galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea em Lisboa (2006); “13:sete”, comissariada por Miguel Amado na Galeria Sete em Coimbra (2005) e “Oh Dear”, comissariada por Francisco Vaz Fernandes na Galeria Zé dos Bois em Lisboa (2004).

O seu trabalho está presente na colecção da Fundação PLMJ, na Colecção BES ART, no Banque Privée Edmond de Rothschild Europe. Actualmente é representada pela galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea.

 

 


   

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