| By Galeria Arthobler,
on 20-06-2009 09:37
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A Galeria Arthobler - Porto terá patente até dia 2 de Julho a exposição ”Transparências”. Reunindo trabalhos de duas jovens artistas com percursos e abordagens conceptuais diferentes mas semelhantes na sua estética, “Transparência” dá-nos a conhecer fotografias encenadas da autoria de Leonor Brilha e pinturas de Vanessa Chrystie que ilustram uma pretensa história.
Leonor Brilha (Torres Vedras, 1982) apresenta fotografias encenadas, onde movimentos de performance são registados numa só imagem, como os gestos que se sobrepõem numa pintura. É neste intervalo entre a sua última série de pinturas “After The Gold Master Pieces” e a fotografia, que se dá a subjectividade e a recriação. Antes da pintura; antes do gesto, antes da tela ser pintada com as reinterpretações dos retratos de Velásquez, Rembrandt, Durer e outros mestres; antes da revelação do interior entre as camadas de óleo, o auto-retrato entra em cena. Não pela afirmação individual, mas no sentido contrário, pela substituição da alma pelo corpo, em que a máquina fotográfica esconde-se por detrás do real, transformando-se a imagem num objecto opaco, porque é demasiado a sua transparência. Vanessa Chrystie (Londres, 1972) afirma que sente o seu trabalho como a ilustração de uma história, da qual desconhece princípio ou fim e que em cada pintura sua reside a questão e a pista de onde a história vem e para onde a história vai. A parte da história que apresenta em Transparências começou com um vestido de baptizado, um vestido que permanece na sua família há mais de 150 anos e que suscitou-lhe uma série de questões: O que nos fascina nestes objectos? Serão as cerimónias a eles associadas? Será que estes mesmos objectos, tendo sido passados de uma geração para outra, trazem com eles algo mais do que o seu lado físico ou com eles herdamos também as mesmas perguntas, valores, medos e esperanças? Será que existimos de um modo individual ou fazemos todos parte da mesma trama, lentamente construída peça por peça, camada sobre camada, transparência sobre transparência, até a história ficar concluída? |
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