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11-Mar-2010
“Ressonância 7,84” - Carlos Henrich na Ermida PDF Imprimir e-mail

By e-vai | Travessa da Ermida, on 26-06-2009 01:08

 “Ressonância 7,84 conjuga os temas Viagem, Esperança, Oração e Ressonância, na linguagem de Carlos Henrich e em diálogo com o espaço que o acolhe” - de acordo com o texto de divulgação, que a seguir publicamos na íntegra. Trata-se de uma exposição que Carlos Henrich apresenta até 12 de Julho, relacionada com “as interrogações sobre a semente da vida”, na Ermida da Nossa Senhora da Conceição, em Belém, Lisboa.

Ermida com frequência sonora da Terra e sementes da vida

A partir de 2 de Junho, a Ermida Nossa Senhora da Conceição estará a funcionar na “Ressonância 7,84”. A exposição que Carlos Henrich apresenta até 12 de Julho refere-se a nada menos do que a frequência de ressonância do planeta Terra e contará com a colaboração de Kazike, o alemão que desenvolveu e manufacturou, a partir de Portugal, sintetizadores sonoros de voltagem controlada na tradição de Robert Moog.

“Ressonância 7,84” conjuga os temas Viagem, Esperança, Oração e Ressonância, na linguagem do artista e em diálogo com o espaço que o acolhe. As interrogações sobre a semente da vida, que têm vindo a ocupar Carlos Henrich, são uma forte base da exposição, sendo cruzadas nesta mostra com a universalidade das explorações marítimas portuguesas e a devoção dos homens que as conduziram - e se ajoelharam na Ermida em vários regressos.

Na inauguração, o caminho até à Ermida será guiado por um longo tapete de pegadas de crianças da escola Oga Mitá (Rio de Janeiro), “sementes” de um território marcado pela exploração marítima e diáspora portuguesa. No interior do espaço, “Ressonância 7,84” é o título da exposição e uma obra composta de uma esfera translúcida, que representa o planeta Terra e vibra ao som do sintetizador de Kazike. A peça “Dança dos Quazares” ocupa o lugar onde antes se erguia o altar e remete o ser humano para a sua minoritária relevância na grande sementeira da vida, enquanto “Prostração” representa a entrega do homem ao poder supremo das forças divinas. “O que é a passagem do tempo?” é a pergunta deixada à entrada e à saída da Ermida, num filme projectado sobre líquido na pia de água benta.

A participação de Kazike acrescenta uma curiosa mais-valia a Ressonância 7,84. Para além da integração de um dos módulos dos seus sintetizadores analógicos na exposição (o artista e filósofo Bazon Brock chama-o “máquina mundi”), Kazike irá criar uma Missa Sonora na inauguração.

A exposição apresentará um catálogo com textos do Prof. Axel Heil, docente de arte-media-experimental na Academia de Belas Artes de Karlsruhe, da Prof. Dra. Elenor Jain e de Rajele Jain.

Exposição Ressonância 7,84 – 2 de Junho a 12 de Julho na Ermida da Nossa Senhora da Conceição.

Horário de Funcionamento: 3ªfeira a 6ªfeira das 11h00 às 17h00, encerrado para almoço das 13h00 às 14h00. Sábado e Domingo das 14 às 18.

Morada: Travessa do Marta Pinto, 21, 1300-390 Lisboa (perpendicular à Rua de Belém) - www.ermidabelem.com

Sobre a Travessa da Ermida

A Travessa da Ermida – espaço cultural - na Travessa do Marta Pinto, em Belém, pretende ser um ponto de encontro entre as memórias do passado e novas vivências. Este conceito é transversal aos diferentes espaços que constituem este projecto, desde a Ermida Nossa Senhora da Conceição, à Enoteca, passando pela oficina de joalharia e acabando na rua.

A travessa começou por se chamar Travessa da Merceeira, pois funcionava como acesso às Merceeiras da Rainha D. Catarina. Na época em que a Ermida foi inaugurada, a rua era conhecida por Travessa da Horta, pois nas traseiras dos edifícios eram cultivadas couves e alfaces. A Ermida foi inaugurada em Novembro de 1707, construída por João Matias, um homem de negócios, e tornou-se naquele tempo o espaço mais marcante daquele lugar, entre as Merceeiras de D. Catarina e os Jerónimos.

O objectivo deste espaço cultural é devolver a Belém, e a esta rua em particular, o destaque que teve outrora. A Travessa da Ermida, pretende inovar e dinamizar esta zona, contribuindo para a excelência cultural e turística de Belém, recorrendo a diferentes iniciativas, seja uma visita histórica, uma exposição, um workshop, nunca esquecendo, a sua característica íntima, assim como, o carácter emblemático e histórico do local.

Os diferentes espaços

O conceito “Travessa da Ermida”, é transversal aos diferentes espaços que constituem este projecto, desde a Ermida à Enoteca, passando pela oficina de joalharia, acabando na rua.

A Ermida, é o espaço cultural por excelência, de reflexão, observação e interiorização. Este local irá funcionar como Galeria de Arte e Local de Exposições.

A Enoteca, é o local dedicado à experimentação, ao encontro de pessoas e sabores, aqui poderá desfrutar de diferentes néctares de vinhos portugueses.

A Oficina de Joalharia, espaço de criação e de expressividade. Este funcionará como um espaço comercial, mas não só, terá ao dispor dos seus visitantes workshops, entre outras actividades.

A Rua é o lugar da animação, de encontros e passagens, símbolo do movimento quotidiano. A “Travessa da Ermida”, na Travessa do Marta Pinto, será uma rua de contacto com a história de Belém e do nosso país, mas também de novas vivências, conjugando na perfeição os mundos do passado e do presente.


   

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