| By Claúdia Melo,
on 07-07-2009 18:18
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O futuro edifício da Vodafone no Porto, com inauguração prevista para Setembro procura reflectir, em linguagem arquitectónica, a ideia força e a imagem da empresa.
Os arquitectos J. A. Barbosa e Alfredo Guimarães, coordenadores do “atelier” Barbosa e Guimarães e autores do projecto, explicam como pensam tê-lo conseguido: “Tem uma forma dinâmica, que tenta reflectir a atitude “Vodafone Live”, a vida em movimento”, num “volume de betão branco, uno, em que a arquitectura e a estrutura se fundem num sistema coerente”. A equipa de projectista vê no edifício uma personalidade própria e facilmente identificável, que transmite a identidade corporativa da empresa. Até a escolha do local reflecte a mesma intenção. Na Avenida da Boavista, a artéria mais comprida e uma das que tem maior vivência pedonal e automóvel da cidade, o edifício integra-se e contrasta, simultaneamente, com a envolvente. Consegue fazê-lo porque respeita as cérceas dos edifícios adjacentes, os chamados “prédios de rendimento”, na maioria descaracteristicos e, por outro lado, a sua volumetria prolonga a imagem corrente desta edificação anónima, feita de volumes simples e varandas corridas. O “diferente” reside no modo como deforma esta “normalidade”, através de formas angulosas e geometricamente irregulares. Composto de oito pisos, cinco elevados e três em cave, que ocupam um total de 3.550 metros quadrados, o edifício assume-se por esta sua pele, que apesar de excêntrica, respeita as rigorosas normas e métricas definidas pela Vodafone, designadamente ao nível de malha de tectos e de pavimentos. A começar pelo átrio, onde foi criada uma praça, que procura “propiciar convívio e movimento” e integra as árvores de grande porte já existentes no local. É a partir dela que se tem acesso ao interior do edifício, através de um plano anguloso de vidro, a funcionar como porta de entrada. Neste piso, localizam-se a Megastore, uma grande sala de consumo com 600 metros quadrados e que comunica visualmente com a Avenida da Boavista, o auditório com capacidade para 70 pessoas e um refeitório público. Nos pisos superiores situam-se os escritórios, com tipologias em “open-space”. Os arquitectos deram especial importância ao consumo energético e conforto térmico e lumínico dos futuros ocupantes. Propuseram um sistema de climatização à base de tectos refrigerados, o que possibilita “um alto desempenho energético e nível de conforto”, explicam. Por outro lado, todos os espaços de trabalho dispõem de iluminação natural, o que permite o aumento da satisfação e, logo, de rendimento. Destinado a ser mais um dos edifícios icónicos da cidade do Porto, a futura sede nortenha da Vodafone assume uma imagem agressiva e facilmente apreendida, mas que resulta de um grande controle da geometria e dos sistemas construtivos. Local: Avenida da Boavista, Porto Cliente: Vodafone Data de conclusão: Setembro de 2009 Área Bruta de Construção: 3.550 metros quadrados Custo estimado construção: Não indicado Atelier:Barbosa & Guimarães Atelier fundado em 1994 por José António Barbosa (n. 1969, Porto) e Pedro Luís Guimarães (n. 1969, Porto). Ambos licenciados pela Escola de Arquitectura do Porto, trabalharam juntos no Gabinete de Recuperação do Centro histórico do Porto, da Câmara Municipal do Porto. Vencedores do concurso para a sede do Porto da Vodafone, das suas obras destaca-se, ainda, a reconversão da “Viela do Anjo” e edifícios envolventes , no Porto, que venceu diversos prémios nacionais. Claúdia Melo *Este artigo foi publicado no DN no dia 2 de Junho de 2009 |
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