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05-Fev-2012
The Great Curve de Rui Toscano PDF Imprimir e-mail

By Culturgest, on 10-10-2009 01:16

 O Espaço Fidelidade Mundial Chiado 8 Arte Contemporânea recebe a exposição de Rui Toscano ”The Great Curve”, a terceira do novo ciclo que terminará em 2012.  Recorrendo à escultura, vídeo, som e luz o artista explora a temática do Cosmos e a sua possível tradução fenomenológica, nas quatro obras inéditas, em exposição até 31 de Dezembro, em Lisboa.

 Explorando campos de interesse tão variados como o cinema, a cultura urbana, a ficção científica, o deejaying ou o veejaying, e adoptando meios tão diversos como a pintura, a escultura, o vídeo, o desenho ou o som, a prática artística de Rui Toscano (Lisboa, 1970) tem-se destacado pela forma peculiar como sobrevive à voragem pós-moderna e aos seus potenciais equívocos.

Com um percurso expositivo iniciado em 1993, este artista faz parte de uma geração que, de forma descomplexada e descomprometida, reequacionou a questão da influência da cultura popular na arte contemporânea. Afastando-se das premissas que animaram os movimentos internacionais dos anos 1960, as suas primeiras obras incorporavam objectos muito específicos, como o rádio-gravador portátil, cujo estatuto icónico servia uma eficaz e desconcertante articulação do universo da música com um conjunto de referências da história da arte dos últimos cinquenta anos. Nestes projectos iniciais, as heranças dominimalismo, da abstracção ou da arte conceptual eram parte integrante de um léxico artístico mais abrangente, no interior do qual Rui Toscano promovia confrontos mais que continuidades semânticas e formulava ironias mais que revisões críticas.

Nos últimos anos, a sua obra tem dedicado uma sistemática atenção à paisagem e às condições da sua percepção e representação, recorrendo, entre outras, a estratégias de fragmentação ou à exploração do espaço dúbio entre a imagem fixa e a imagem em movimento. Em The Great Curve mantém-se a tónica na paisagem mas, desta feita, transposta para o domínio do espaço sideral. A vivência eminentemente especulativa do Universo e a sua possível tradução fenomenológica estão na base da exposição que este artista projectou para os espaços do Chiado 8.


   

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