| By Nuno Cunha*,
on 26-11-2009 12:16
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“Objectos activos, performantes, que vivem das relações que estabelecem” - assim se referiu Rui Sanches à sua obra, agora patente na Galeria 102-100, em Castelo Branco, até 19 de Janeiro.
“Relações com outras obras, explícitas ou não, com o espaço e, mais importante, com os espectadores” - disse, por ocasião do “Museum 2”, em 2008. Agora, a exposição integra trabalhos de 2009, não mostrados anteriormente, como os desenhos sobre papel e uma escultura. Trata-se de um conjunto de trabalhos composto por duas esculturas, cinco desenhos sobre aço inoxidável e sete desenhos sobre papel, todos trabalhos sem título. “A escultura maior, mostrada pela primeira vez na exposição “Museum” realizada no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa (2008), é um bom exemplo do tipo de questões que têm interessado o autor no seu trabalho recente – lê-se na Nota de Imprensa: – a relação da escultura com o espaço arquitectónico e com o corpo do espectador, o equilíbrio entre a representação e a apresentação, a conjugação de materiais tradicionais da escultura ocidental e de materiais prosaicos, a referência, mais ou menos irónica, a temas humanistas”. O artista afirma desenvolver o seu trabalho “sobretudo na vida quotidiana da cidade – a minha relação com o campo é distante – e as minhas referências são a visão que tenho das coisas à minha volta, organizada de certa forma pelo meu conhecimento da História da Arte”. (Rui Sanches, Junho 2006) As questões com a arquitectura, na sua obra, não são abordagens aos estilos, mas a pormenores como “passagens dum espaço para outro, molduras de janelas, portas entreabertas, esquinas numa sala, relacionados com uma escala mais doméstica e ligada com o nosso corpo” - referiu Rui Sanches. Há também, frequentemente, “referências a outros tipos de pintura e escultura com que eu lido muito constantemente” – disse. A Nota de Imprensa refere ainda que “os desenhos sobre aço inoxidável (...) são um novo aspecto na produção de Rui Sanches. As finas chapas metálicas como que flutuam no ar, com uma série de inscrições sobre a sua superfície reflectora: sugestões de espaços arquitectónicos; fragmentos de nomes, por vezes escritos de forma correcta outras como se estivessem reflectidos num espelho; manchas nebulosas. O espectador tem dificuldade em se posicionar em relação aqueles objectos que parecem ser simultaneamente janela, espelho, mapa e superfície de inscrição”. Rui Sanches, Escultura e Desenho 102-100_Galeria de Arte Rua de Santa Maria, 100, Castelo Branco 31de Outubro 2009 a 19 de Janeiro 2010 Terça a Sexta das 15h às 19h e Sábado das 10h30 às 13h e das 15h às 19h *Publicado na revista NS, suplemento de sábado do DN e do JN |
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