| By e-vai,
on 26-11-2009 13:21
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José Maçãs de Carvalho procura questionar “imagens basilares da história das artes visuais” na série de vídeos "Video killed the painting stars", patente no Museu de Angra do Heroísmo até 17 de Janeiro, no Museu de Arte de Porto Rico até 31 de Janeiro de 2010 e em Abril de 2010 no Museum of Contemporary Canadian Art (MOCCA), em Toronto.
“Ou porque se destroem obras, ou porque se modificam, ou porque a acção acrescenta novas camadas criando uma nova obra, radicalmente diferente da original”, a série de 11 vídeos é, segundo a Nota Informativa, “uma abordagem iconoclasta” a obras de Caravaggio, Velasquez, Manet, Helmut Newton a Andy Warhol ou Jeff Wall. As obras desta série tomam como ponto de partida “a ideia de que há em nós uma pulsão destruidora da imagem, substanciada por inúmeros exemplos ao longo da história do homem: desde Jesus a expulsar os vendilhões do templo, passando pela iconoclastia luterana ou pela explosão dos budas afegãos até Mr. Bean apagando a cara da mãe de Whistler – refere a Nota. – O autor investiu-se desta pulsão destruidora e transformadora e escolheu obras significativas da cultura visual do nosso tempo”. O autor deste projecto, na sequência da investigação desenvolvida, criou “uma nova série de vídeos chamados “Iconofilia” e que reflectem, não a ideia comum da obsessão pela imagem, mas, sim – segundo o documento –, a perseguição da verdadeira imagem, da imagem perfeita numa procura de objectividade e verdade”. Publicado na revista NS, suplemento de sábado dos jornais DN e JN Press Release do Museu de Angra O vídeo está entre a fotografia e a pintura, em termos de materialidade: conserva a fisicalidade dos materiais (textura, pigmentos, etc.), aproximando-se da pintura, mas também da fotografia pelo formato, cor e facilidade de acesso. "Video killed the painting stars" é uma abordagem iconoclasta a algumas imagens basilares da história das artes visuais (de Caravaggio, Velasquez, Manet, Helmut Newton a Andy Warhol ou Jeff Wall) em 11 vídeos. Ou porque se destroem obras, ou porque se modificam, ou porque a acção acrescenta novas camadas criando uma nova obra, radicalmente diferente da original. Em peças como "Video killed the painting stars"#2 (Manet), desmonta-se o "erro" de perspectiva que reforça a incerteza do que estamos a ver: Quem vê e que é que é visto? Em "Video killed the painting stars"#3 (Wall) anula-se o efeito de espelho e coloca-nos na verdadeira posição do espectador, consciente do "truque". "Video killed the painting stars" toma como ponto de partida a ideia de que há em nós uma pulsão destruidora da imagem, substanciada por inúmeros exemplos ao longo da história do homem: desde Jesus a expulsar os vendilhões do templo, passando pela iconoclastia luterana ou pela explosão do budas afegãos até Mr. Bean apagando a cara da mãe de Whistler.  O autor investiu-se desta pulsão destruidora e transformadora e escolheu obras significativas da cultura visual do nosso tempo. Para tal usou a classificação dos diversos tipos de iconoclastas referidos por Bruno Latour em “What is iconoclash? Or is there a world beyond the image wars?”. Assim temos iconoclastas clássicos que não aceitam as imagens como mediadoras do conhecimento e que consideram fundamental a sua erradicação total; outros pensam que não se deve extrair uma imagem da torrente de imagens e isolá-la; outros atacam ou censuram as imagens pelo seu valor simbólico para os outros e não por serem imagens; outros, simplesmente destroem para construir de novo, e ainda, outros usam a provocação e a irreverência para afirmar a sua independência em relação à imagem. A experimentação e a investigação deste projecto também levou o autor a criar uma nova série de vídeos chamados “Iconofilia” e que reflectem, não a ideia comum da obsessão pela imagem, mas, sim, a perseguição da verdadeira imagem, da imagem perfeita numa procura de objectividade e verdade. Ficha técnica vídeos, 2007 Realização: José Maçãs de Carvalho Produção: Curtas Metragens CRL/ Solar Galeria de Arte Cinemática, Plataforma Revólver, VPF Cream Art Apoio: Encontros de Fotografia Coimbra Comissário no Museu de Angra: Jorge Bruno. |