| By Fundação Calouste Gulbenkian,
on 14-12-2009 19:46
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Jesper Just tem a sua primeira mostra individual no nosso país, a decorrer na sala de exposições temporárias do Centro de Arte Moderna, em Lisboa, até 18 de Janeiro, como refere a Nota Informativa da Fundação Calouste Gulbenkian.
O artista de vídeo de renome internacional Jesper Just apresenta-se pela primeira vez com uma exposição individual em Portugal, no CAM da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Os vídeos extraordinariamente belos e com uma estética fílmica de Jesper Just são sempre ambíguos, oferecendo uma consciente complexidade psicológica e convidando o espectador a múltiplas interpretações. No centro de todas as suas obras encontra-se o desenvolvimento emocional das personagens principais, frequentemente relacionado com um afastamento individual ou uma quebra com os padrões convencionais do papel do género, encenado como um processo de desenvolvimento existencial através do qual cada indivíduo tem de passar no seu percurso de vida. A exposição individual de Jesper Just no CAM inclui uma instalação vídeo de três filmes interrelacionados do ponto de vista temático: A Voyage in Dwelling, A Room of One’s Own e A Question of Silence (2008). Além desta trilogia, a exposição incluirá o primeiro trabalho de Just, de 2002, No Man Is an Island, o trabalho This Love is Silent de 2003 e o mais recente trabalho do artista, que será filmado em Detroit, nos EUA, em 2009 Os três filmes - A Voyage in Dwelling, A Room of One’s Own e A Question of Silence - tratam da viagem interior, mas também física, de uma mulher de meia-idade que vive em relação os seus desejos: a forma como em alternância aprecia, se afasta e rejeita o seu próprio desenvolvimento. Os filmes mostram o movimento entre os diferentes estados psicológicos e entre os diferentes destinos enquanto enquadramento mental adoptado pela protagonista. Do ponto de vista visual, o trabalho This Love is Silent contém referências ao clássico film noir e ao género cinematográfico dos filmes sobre a máfia. A dramaturgia do trabalho centra-se no jogo psicológico que se desenvolve entre três homens. À medida que o vídeo progride, o equilíbrio de poder desloca-se entre os dois mafiosos velhos e brutais e a sua jovem vítima, que consegue penetrar as suas duras fachadas cantando e dançando. O título do filme de estreia de Just, No Man Is an Island, refere-se a uma famosa citação do poeta inglês do século XVII, John Donne, que sublinhava o facto de nenhum ser humano poder existir totalmente isolado. Neste filme, um homem de meia idade dança em câmara lenta à volta da praça Blågårds em Copenhaga, ao mesmo tempo que um homem mais jovem está sentado na praça, sozinho e a chorar. Este cenário, acompanhado por um jazz etéreo, chega-nos como um pastiche de um filme dos anos cinquenta, simultaneamente auto-irónico e vagamente irreal. Jesper Just nasceu em Copenhaga em 1974 e vive em Copenhaga e Nova Iorque. Licenciou-se pela Royal Danish Academy of Fine Arts em 2003, e é representado pela Galleri Christina Wilson em Copenhaga, pela Galerie Emmanuel Perrotin em Paris e pela Perry Rubinstein Gallery em Nova Iorque. Realizou exposições na Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Finlândia, França, Grécia, Alemanha, Hungria, Irlanda, Itália, Lituânia, Luxemburgo, México, Países Baixos, Noruega, Polónia, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Reino Unido e EUA. |
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