| By Rita Santos,
on 31-12-2009 13:53
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Luís Palma apresenta no dia 29 de Janeiro na Caroline Pagès Gallery, Lisboa, “Ocupação”. Uma mostra de fotografias delineada a partir da recolha de imagens fotográficas no Parque Natural da Ria Formosa, Algarve. Patente até dia 13 de Março. Sobre esta exposição publicamos o texto da autoria de Rita Santos.
Ao longo da instalação, as fotografias e a projecção de diapositivos propõem a entrada directa numa realidade singularmente (ou não) caracterizada e que, como memória registada, a situam num determinado contexto histórico-social e político. Ao conjunto destas imagens, Luís Palma concede o despojamento artístico em prol da mostra de uma memória real, para lá de se afirmar simples documento, que se centra na captação de conteúdos que nos conduzem a diversas questões de abordagem da percepção imagética, do espaço construído e da «paisagem». A obra de Luís Palma tem inventariado a produção de imagens em registo fotográfico com um preocupação que se rege no domínio da consciência política. Por outro lado, subsiste a relação entre a necessidade de revelar a “qualidade da imagem”1 e a mutabilidade que se encontra inerente à realidade observada. O trabalho do artista questiona o olhar sobre a paisagem (não como género) reclamando para si outra perspectiva mais evidente que reafirma a distinção de imagens vivas, identificáveis de lugares específicos, e que acabam por equacionar toda uma experiência temporal de fundo significativa para a sua própria percepção. Neste sentido, são os elementos marcantes dos lugares que definem o subsequente conhecimento das (inter)relações estabelecidas: “O contraste com as formas do cenário parece ser o mais importante.”2 Luís Palma (Porto 1960) estudou fotografia na Escola Superior Artística do Porto. Por mais de duas décadas o seu trabalho tem sido exposto nas principais instituições portuguesas e também no estrangeiro. No ano passado, o seu trabalho foi incluído na exposição organizada pela Fundação de Serralves, no contexto do programa cultural do ALLGARVE. Foi também exposto no Museu da Colecção Berardo em Lisboa seguido da sua nomeação para o Prémio BES Photo 2008. A sua monografia, Territorialidade, edição que contou com o apoio da Fundação Ilídio Pinho, no Porto, foi nomeada para o Melhor Livro do Ano pelo Festival PhotoEspaña 2008. O seu trabalho foi exposto individualmente em instituições como o Museu de Serralves e o Centro Português de Fotografia no Porto, bem como no Museu São Telmo em São Sebastião (País Basco). Participou, ainda, em exposições colectivas no Centro Cultural de Belém (O Presente: Uma Dimensão Infinita, 2008), na Fundação Calouste Gulbenkian, na Culturgest (Colecção da Fundação Coca-Cola espanhola, 2002), no Centro de Artes Visuais em Coimbra (Encontros de Fotografia, 1995, 1994, 1992) e no Museu EDP (Instantes da Memória, 2007). Em Espanha, Luís Palma expôs na Fundação Telefónica e no Círculo de Belas Artes em Madrid, na Sala Rekalde em Bilbao, no Centro Cultural La Beneficiência e na Galeria Tomás March em Valência. Internacionalmente, entre diversas participações em exposições em França, Bélgica e Brasil, expôs em 2003 no KünstlerHaus Bethanian, em Berlim. A sua obra encontra-se editada em diversas publicações nacionais e internacionais e integra grande parte das colecções institucionais portuguesas entre as quais as Fundações Serralves, Calouste Gulbenkian, PLMJ e Ilídio Pinho; o Banco Espírito Santo, o Centro de Artes Visuais em Coimbra, Portugal Telecom, o Ministério português da Cultura, o Museu da Imagem em Braga, a Fundação Coca-Cola espanhola em Madrid e a Sala Rekalde em Bilbao. 1 – Lynch, Kevin, A Imagem da Cidade, Lisboa, Edições 70, 1960 2 – Idem, p. 91 Rita Santos, Dezembro de 2009 |
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