| By Culturgest,
on 13-12-2010 21:03
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“Linguagem e Experiência- Obras da Colecção da Caixa Geral de Depósitos”, exposição colectiva itinerante de obras da Colecção da Caixa Geral de Depósitos está patente ao público até ao próximo dia 13 de Fevereiro de 2011, no Museu de Aveiro. Sobre a mostram, comissariada por Pedro Lapa, publica-se a seguir o press release.
Este projecto parte de uma selecção de obras da Colecção da Caixa Geral de Depósitos que foram organizadas em 8 núcleos autónomos para uma itinerância de 3 exposições no Centro Cultural Palácio do Egipto, no Museu Grão Vasco e no Museu de Aveiro. Estes núcleos, que não são expostos na totalidade de uma só vez, mas seleccionados em função dos respectivos espaços, propõem diferentes leituras, que se assumem como uma teia de articulações sobre a Colecção. Os seus títulos são: Uma geometria contingente, Deslocação e paisagem, Percepção, Forever Pop, Dropthebomb, Inquietude e sinal, Memória de uma memória ausente, Playground. Cada núcleo define características específicas e não se situa na dependência dos outros. Para cada um foi definido um tema aglutinador, que pretende estabelecer relações inusitadas entre obras de diferentes períodos, correntes artísticas e variados media. Cada núcleo propõe problemáticas transversais à actualidade das práticas artísticas. Reúnem-se obras com um espectro cronológico de quase meio século, procurando actualizar novas possibilidades discursivas, que integram as da história da arte deste período, mas a elas não se confinam, antes projectam interpretações que suscitam um diálogo com outros saberes. Pedro Lapa explica: “O ponto de partida comum deste projecto é o conceito experimentum linguae, do filósofo italiano Giorgio Agamben, que afirma que a época contemporânea está marcada pela destruição da experiência do sujeito, de tal forma que o quotidiano já não pode ser experimentado per si. No entanto, a proximidade do homem à linguagem e a apropriação que dela faz para significar supõe a possibilidade dessa experiência. Agamben diz assim que o experimentum linguae acontece “por via dessa infância que reside no afastamento entre língua e discurso, [que promove] uma experiência da faculdade de falar ou da potência da própria palavra”. Similarmente, o trabalho dos artistas é uma contínua apropriação dos vários media para a realização de uma experiência discursiva. A visibilidade do seu trabalho constitui essa experiência limite de um discurso sobre o mundo. Pelo que as obras não são apenas representações ou a produção de um conhecimento, mas um conhecimento da representação, uma linguagem que se conhece a si mesma e se afirma em absoluto no mundo, sem outros pressupostos. Na exposição do Museu de Aveiro estão presentes sete núcleos: - Deslocação e paisagem apresenta obras de Alberto Carneiro e Joaquim Rodrigo; - Percepção é composto por trabalhos de Eduardo Nery, José Escada, José Pedro Croft e Rui Toscano; - Forever Pop compreende um amplo espectro cronológico e cruza trabalhos de Bruno Pacheco, Cruz-Filipe, Lourdes Castro, João Vieira, José Loureiro, Júlia Ventura, Miguel Soares e Pedro Portugal; - Dropthebomb apresenta trabalhos de Fernanda Fragateiro, João Paulo Feliciano, Luisa Cunha e Miguel Soares; - Inquietude e sinal reúne obras Filipa César, Helena Almeida, João Penalva, Jorge Molder e Jorge Pinheiro; - Memória de uma memória ausente reúne obras de Álvaro Lapa, Ana Jotta, Francisco Tropa, Jorge Queiroz, Julião Sarmento e Pedro Cabrita Reis; - Playground inclui obras de Ana Jotta, Francisco Queirós, Jorge Queiroz e Paula Rego. |
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